Não me canso de falar para as pessoas que suas vidas só terão relevância e o “peso” necessário no Reino, quando viverem na prática os preceitos da Palavra de Deus, como aqueles que foram transformados por Ele e estão de forma inegociável caminhando em obediência (Jo 14.21). Como disse Henry T. Blackaby: “A maneira como você vive é um testemunho sobre o que você crê a respeito de Deus”.
Não me canso de falar aos desavisados que o projeto que estamos envolvidos não é para nossa própria glória, mas para a glória de Deus. O que nos remete a uma avaliação constante de nossas motivações, para não recebermos a reprovação de Deus, por conta de um comportamento carnal (Cl 3.17). Como disse A. W. Tozer: “A essência do ensino de Cristo é que a verdadeira grandeza está no caráter, não na capacidade ou posição”.
Não me canso de falar para os líderes da igreja, que suas vidas precisam ser um exemplo para seus liderados, se de fato pretendem exercer uma liderança que faça diferença (I Tm 4.12). Como disse Charles Swindoll: "Você lidera alguém se o influencia".
Não me canso de falar que cada crente deve ser um ministro na casa de Deus e um missionário fora dela, vivendo uma vida de autêntico testemunho cristão. Como disse Brennan Manning:"A maior carência de nosso tempo é de uma igreja que se torne o que ela raramente tem sido: o corpo de Cristo com a face voltada para o mundo, amando aos outros independentemente de religião ou cultura, derramando-se numa vida de serviço, oferecendo esperança a um mundo aterrorizado e apresentando-se como alternativa genuína ao presente estado de coisas". .
Não me canso de falar aos que são ovelhas de Cristo e membros da igreja de Deus que devem fugir de valores mesquinhos e carnais, típicos do mundo injusto e pecaminoso (Rm 12. 1-2), que estão em oposição ao viver da fé no Espírito (Gl 5.16). Como disse o pastor Israel Belo de Azevedo: “Só vale a pena o show no palco quando há show no nosso coração. Se permanecemos em Jesus, é show, mesmo que o palco esteja vazio”.
Não me canso de falar que velhas formas e estruturas de ser igreja já não trazem nenhum benefício ao corpo de Cristo, e que devemos sepultá-las, sob pena de não comunicarmos nossa fé de forma relevante e contemporânea neste século e no mundo pós-moderno (I Co 9.19-23). Como disse John Wesley: “Faça todo o bem que puder, com todos os recursos de que dispuser, de todas as formas que puder, em todos os lugares que puder, sempre que puder, a todas as pessoas que puder, enquanto você puder”.
Não me canso de falar que rebeldia, desordem, desrespeito, intolerância, agressividade, competição não glorificam a Deus nem edificam ninguém, sendo práticas imaturas, que, portanto, uma vez identificadas, precisam ser tratadas com seriedade por aqueles que desejam conduzir suas vidas em santidade (I Pe 2.1-5). Como disse J C. Ryle: “A nossa justificação é uma obra inteira e perfeitamente completada, não admitindo graus. A nossa santificação é algo imperfeito e incompleto”.
Não me canso de falar, porque sei que o caminho é viver como Deus deseja, ainda que a exortação seja – em alguns momentos - desconfortável. Ainda que seja um desafio para todos. Ainda que cada um tenha que realizar seu próprio inventário espiritual. Apesar disso, devemos lembrar que o nosso compromisso é com a verdade. Por isso, não me canso de falar.
Espaço criado para compartilhar idéias, pensamentos e até mesmo estimular uma discussão sadia sobre temas como vida, espiritualidade, teologia, política, família, etc. Espero que você curta bastante. Boa leitura!
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Conhecendo Deus antes das catástrofes para compreendê-Lo depois das catástrofes
Catástrofe é um termo utilizado para definir uma desgraça pública, um acontecimento terrível que geralmente surpreende causando a destruição de vidas e bens em qualquer parte do globo terrestre. Nos últimos anos, temos acompanhado várias catástrofes em variados níveis de gravidade ao redor do mundo: furacões, tsunamis (ondas gigantes), terremotos, contaminações, transbordamento de rios etc.
Quando testemunham tais catástrofes, as pessoas geralmente se perguntam: Onde está o ser Onipotente que não livrou tantos do sofrimento? Por que não interveio neste acontecimento letal que de forma atroz interrompeu a vida de milhares de pessoas? Como confiar em um Deus que não nos socorre quando precisamos? São estas as indagações que surgem diante das calamidades.
Interessante notar que a sociedade pós-moderna cada vez mais distanciada do Todo-Poderoso, que tenta neutralizar seus princípios em todas as instâncias possíveis, que não O procura quando deveria fazê-lo, que descarta a realidade de Sua existência, que banaliza a necessidade de um relacionamento com Ele, é a mesma sociedade que exige respostas diante das fatalidades. Cobra respostas do Ser em quem não crê. Denuncia Aquele que não consegue aceitar como pessoal e ridiculariza Sua não ação.
Percebemos que existe um “estranhamento” do mundo no que se refere ao Deus que é propagado como amoroso e que, aparentemente, não intervém nas calamidades. No entanto, este “estranhamento” se dá por falta de conhecimento e intimidade com o próprio Deus antes da catástrofe. Para compreendê-lO na catástrofe se faz necessário conhecê-lO antes dela. Não que isto signifique a obtenção de todas as respostas para os fatos da história contemporânea. Não! Isso porque temos limitações e somos incapazes de perceber os detalhes da atuação de Deus na história, e, por estarmos envolvidos em um processo histórico que nos faz ver somente alguns pontos. Assim, alguns porquês continuarão sem respostas se formos honestos, o que não diminui a ação e o poder do Altíssimo.
Vivemos uma modernidade classificada por Zygmunt Bauman, como modernidade líquida, termo usado como metáfora para caracterizar esta fase da modernidade. Obviamente nesta fase da modernidade constamos transformações em vários níveis. A saber: consumo exacerbado, valorização do prazer imediato com a realização instantânea, nova percepção de tempo e espaço, liberdade sem precedentes, novas formas de competição pela sobrevivência, moralidade indiferente às consequências das ações humanas e o desenvolvimento do que foi classificado por “desencantamento” (expressão de Max Weber – 1864-1920), aludindo ao fato de que no devido tempo a modernidade faria a sociedade deixar o mundo do encantado, referindo-se ao relacionamento ou à necessidade de um Deus, pensamento traduzido no neo-ateísmo propagado nos dias atuais ao redor do mundo como resultado do processo de secularização. Tratando deste tema R. Albert Mohler afirma que “os novos ateístas são, à sua própria maneira, evangelistas em suas intenções e ambiciosos em suas esperanças. Veem o ateísmo como a única cosmovisão lógica para o nosso tempo, e a fé em Deus como tremendamente perigosa – um produto do passado, que não podemos mais tolerar ou, muito menos, estimular”. Esta postura da pós-modernidade exclui a realidade de um Deus antes dos principais dramas da vida, o que desautoriza seu questionamento após estes mesmos dramas. É estranho mantê-lO isolado e depois fazê-lO responsável pelo sofrimento humano.
Somente através do conhecimento de Deus antes das tragédias que enfrentamos como hóspedes temporários neste mundo é que O compreenderemos após os dramas que possam nos envolver. Conhecê-lO antes das tragédias é reconhecer a própria limitação. Conhecê-lO antes das tragédias é entregar a vida em Suas mãos. Conhecê-lO antes das tragédias é vê-lO como Ser pessoal e capaz de se relacionar com o ser humano. Conhecê-lO antes das tragédias é possuir uma convicção de fé, a qual está firmada na revelação de Cristo e que não se dilui mesmo diante daquilo que não se pode compreender.
Mesmo que não entendamos tudo que nos sobrevém, que seja difícil contemplarmos o sofrimento alheio, que testemunhemos o flagelo, ainda assim, devemos conhecer a Deus. Este caminho envolve humildade, rendição, compromisso e persistência. Palavras desafiadoras para uma sociedade presunçosa, que valoriza o poder, que revela falta de comprometimento e continuidade.
As tragédias não devem colocar Deus em xeque, mas trazer uma compreensão de nossa limitação, de nossa fragilidade em todos os momentos, de nossa carência espiritual e de nossa incapacidade para resolver os dilemas mais íntimos. Conheçamos Deus antes das catástrofes para que não O estranhemos depois, caracterizando-O como um Deus irresponsável e cruel. Afinal, Ele permanece sendo Deus antes, durante e depois dos flagelos que se manifestam na humanidade. Como disse J. Packer: “A diferença primordial e fundamental entre o Criador e suas criaturas é que elas são mutáveis e sua natureza admite mudança, ao passo que Deus é imutável e nunca pode deixar de ser o que é”.
Quando testemunham tais catástrofes, as pessoas geralmente se perguntam: Onde está o ser Onipotente que não livrou tantos do sofrimento? Por que não interveio neste acontecimento letal que de forma atroz interrompeu a vida de milhares de pessoas? Como confiar em um Deus que não nos socorre quando precisamos? São estas as indagações que surgem diante das calamidades.
Interessante notar que a sociedade pós-moderna cada vez mais distanciada do Todo-Poderoso, que tenta neutralizar seus princípios em todas as instâncias possíveis, que não O procura quando deveria fazê-lo, que descarta a realidade de Sua existência, que banaliza a necessidade de um relacionamento com Ele, é a mesma sociedade que exige respostas diante das fatalidades. Cobra respostas do Ser em quem não crê. Denuncia Aquele que não consegue aceitar como pessoal e ridiculariza Sua não ação.
Percebemos que existe um “estranhamento” do mundo no que se refere ao Deus que é propagado como amoroso e que, aparentemente, não intervém nas calamidades. No entanto, este “estranhamento” se dá por falta de conhecimento e intimidade com o próprio Deus antes da catástrofe. Para compreendê-lO na catástrofe se faz necessário conhecê-lO antes dela. Não que isto signifique a obtenção de todas as respostas para os fatos da história contemporânea. Não! Isso porque temos limitações e somos incapazes de perceber os detalhes da atuação de Deus na história, e, por estarmos envolvidos em um processo histórico que nos faz ver somente alguns pontos. Assim, alguns porquês continuarão sem respostas se formos honestos, o que não diminui a ação e o poder do Altíssimo.
Vivemos uma modernidade classificada por Zygmunt Bauman, como modernidade líquida, termo usado como metáfora para caracterizar esta fase da modernidade. Obviamente nesta fase da modernidade constamos transformações em vários níveis. A saber: consumo exacerbado, valorização do prazer imediato com a realização instantânea, nova percepção de tempo e espaço, liberdade sem precedentes, novas formas de competição pela sobrevivência, moralidade indiferente às consequências das ações humanas e o desenvolvimento do que foi classificado por “desencantamento” (expressão de Max Weber – 1864-1920), aludindo ao fato de que no devido tempo a modernidade faria a sociedade deixar o mundo do encantado, referindo-se ao relacionamento ou à necessidade de um Deus, pensamento traduzido no neo-ateísmo propagado nos dias atuais ao redor do mundo como resultado do processo de secularização. Tratando deste tema R. Albert Mohler afirma que “os novos ateístas são, à sua própria maneira, evangelistas em suas intenções e ambiciosos em suas esperanças. Veem o ateísmo como a única cosmovisão lógica para o nosso tempo, e a fé em Deus como tremendamente perigosa – um produto do passado, que não podemos mais tolerar ou, muito menos, estimular”. Esta postura da pós-modernidade exclui a realidade de um Deus antes dos principais dramas da vida, o que desautoriza seu questionamento após estes mesmos dramas. É estranho mantê-lO isolado e depois fazê-lO responsável pelo sofrimento humano.
Somente através do conhecimento de Deus antes das tragédias que enfrentamos como hóspedes temporários neste mundo é que O compreenderemos após os dramas que possam nos envolver. Conhecê-lO antes das tragédias é reconhecer a própria limitação. Conhecê-lO antes das tragédias é entregar a vida em Suas mãos. Conhecê-lO antes das tragédias é vê-lO como Ser pessoal e capaz de se relacionar com o ser humano. Conhecê-lO antes das tragédias é possuir uma convicção de fé, a qual está firmada na revelação de Cristo e que não se dilui mesmo diante daquilo que não se pode compreender.
Mesmo que não entendamos tudo que nos sobrevém, que seja difícil contemplarmos o sofrimento alheio, que testemunhemos o flagelo, ainda assim, devemos conhecer a Deus. Este caminho envolve humildade, rendição, compromisso e persistência. Palavras desafiadoras para uma sociedade presunçosa, que valoriza o poder, que revela falta de comprometimento e continuidade.
As tragédias não devem colocar Deus em xeque, mas trazer uma compreensão de nossa limitação, de nossa fragilidade em todos os momentos, de nossa carência espiritual e de nossa incapacidade para resolver os dilemas mais íntimos. Conheçamos Deus antes das catástrofes para que não O estranhemos depois, caracterizando-O como um Deus irresponsável e cruel. Afinal, Ele permanece sendo Deus antes, durante e depois dos flagelos que se manifestam na humanidade. Como disse J. Packer: “A diferença primordial e fundamental entre o Criador e suas criaturas é que elas são mutáveis e sua natureza admite mudança, ao passo que Deus é imutável e nunca pode deixar de ser o que é”.
Alvoroçar o mundo é tarefa nossa
Quem lê, à primeira vista, Atos 17.6b acha que é um elogio. Mas não o é. Na verdade foi uma denúncia, uma reclamação de alguns religiosos sobre o apóstolo Paulo que estava provocando uma verdadeira revolução religiosa, por onde passava.
Se soubessem, apelidariam Paulo de um verdadeiro tsunami, porque arrastava, por onde passava, uma multidão de novos seguidores do Caminho, a saber, Jesus Cristo.
Nada passava incólume à presença do Apóstolo aos Gentios. Força, determinação, inteligência, senso de oportunidades, tudo isso orbitava no maior nome de toda a cristandade.
Um homem capaz de mudar o mundo que está ao seu redor, ser um instrumento de transformação da história deve nos conduzir a refletir o que podemos fazer para também sermos parte de uma geração disposta a impactar o mundo.
Sobrevoando a Palavra em atos
Paulo seguia em sua segunda viagem missionária. O apóstolo já havia passado por várias cidades, desde o seu envio, em Antioquia . Naquela ocasião, os mestres e líderes da igreja, depois de jejuar e orar, impuseram as mãos sobre Paulo e Barnabé e os consagraram para viagens missionárias . Algo importante a destacar é que nenhuma ação missionária pode prescindir da piedade espiritual e do apoio incondicional da igreja de Cristo.
Para esta viagem Paulo recomeça da cidade de Antioquia "onde haviam sido encomendados à graça de Deus para a obra que acabavam de cumprir".
A turma do Caminho, entretanto, não gozava de prestígio em todos os lugares, por conta dos líderes religiosos locais. A mensagem era libertadora demais, e por isso incomodava. Atos 17.6 é fruto desse incômodo que os seguidores de Jesus causaram. A expressão "têm alvoroçado" o mundo, é uma reclamação sonora dos que não queriam ver a expansão da mensagem de Jesus Cristo.
Contudo, a pregação da Palavra não poderia ser presa. Nada poderia impedir a expansão missionária que começou naqueles dias e atravessou as décadas até chegar aos nossos dias. Isso era missões no coração de Paulo e deve ser no coração da igreja.
O que precisamos fazer para sermos uma geração capaz de transformar a história?
1) Precisamos assumir uma responsabilidade que começa não em nós, mas em mim
O compromisso de Paulo não passava por uma relação coletiva com Deus. Ao contrário, assumia o seu papel como instrumento ou ferramenta nas mãos de Jesus Cristo: "Mas somente tinham ouvido dizer: Aquele que já nos perseguiu anuncia agora a fé que antes destruía" , diz ainda "Já estou crucificado com Cristo; e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim".
Paulo tinha um compromisso sério com sua experiência com Deus e com Sua obra. Revolucionar o mundo é uma tarefa que começa comigo. Passa pela minha intimidade com Deus e pelo meu amor a Ele.
Não ganharemos o mundo para Jesus enquanto a responsabilidade de cada membro do Corpo de Cristo não for reconhecida. Enquanto jogar para o outro a tarefa que está em sua mão, dificilmente a igreja avançará nos terrenos que precisam ser conquistados.
2) Precisamos desenvolver uma capacidade de olhar o mundo como Deus olha
Paulo foi o grande responsável pela difusão do evangelho e propagação nos primeiros dias da igreja. Tornou-se o maior intérprete da mente de Cristo. Seu olhar contemplava o desejo de Jesus de alcançar as nações com as Boas-Novas do reino de Deus.
Escrevendo aos Filipenses, não apenas exortou a igreja a viver plenamente em Cristo, mas usou suas cadeias, de onde escrevia, como plataforma da pregação do evangelho, para salvação de pessoas. Paulo afirma que "muitos irmãos no Senhor, tomando ânimo com minhas prisões, ousam falar a palavra mais confiadamente, sem temor" . Segundo ele "tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação. Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação".
A igreja precisa aceitar o grande desafio de olhar o mundo ao seu redor com o olhar paterno de Deus. Há um desafio em cada esquina da cidade. Há uma geografia espiritual que reclama a manifestação dos filhos de Deus. Não podemos entregar o mundo ao bel-prazer e fechar os olhos para as estruturas malignas que o consomem. Tenhamos um olhar capaz de ver essas estruturas como alvos missionários de uma igreja que avança contra as portas do inferno.
3) Precisamos enxergar as suas demandas, com coragem e compromisso
Os anos se passaram, e o mundo mudou e não vem de agora. Não se deu neste momento, mas faz parte de um processo inexorável que pode culminar com males terríveis para toda a humanidade. E isso deve preocupar a igreja de Cristo no Brasil e no mundo.
Para isso é necessário pensar que o mundo está cada vez mais degradado pelo pecado - Há um grito ensurdecedor da natureza, exigindo que o homem a respeite, e não a maltrate. Será que isso é apenas assunto dos órgãos governamentais? Será que isso é apenas problema dos que assinaram acordos mundiais? Se não enxergarmos o mundo como algo "que jaz no maligno" , corremos o risco de batermos palmas para o desenvolvimento que nos ajuda, ao tempo que choraremos o preço que nos cobra.
E, ainda, é preciso pensar que a natureza precisa ser preservada, porque uma ação de Deus não pode ser destruída pelo homem - "tanto o seu eterno poder, como a sua divindade se entendem, e claramente se veem pelas coisas que são criadas".
4) Precisamos de um olhar missionário, capaz de encontrar os necessitados por Jesus, onde eles estiverem
Uma igreja é do tamanho da sua visão sobre Deus. E uma visão correta sobre o amor de Deus pelas pessoas leva-nos a pensar sobre a importância da obra missionária na igreja. Fazer missões ou sustentar a corda missionária não é um mero modelo de igreja, é um princípio!
A obra missionária da igreja local tem que ser fruto de um avassalador sentimento de paixão pelas almas perdidas. Este é um desafio urgente a se produzir no coração da igreja de Cristo e precisa necessariamente ser amplificada por uma visão capaz de alcançar todas as fronteiras com a pregação do evangelho.
AMADURECENDO NA PALAVRA
1) Como transferimos a responsabilidade missionária que é "minha" para "nós" e fugimos de nosso compromisso com missões?
2) A igreja tem sido hoje instrumento de transformação da história? E como isso tem acontecido?
3) Se dividirmos em grupos, agora, quantas ideias sairiam do coração da igreja para preservação do meio ambiente?
4) Cite 3 grandes desafios missionários às igrejas batistas hoje no Brasil? Você consegue identificar alguns?
5) Como sua igreja pode ser instrumento para "alvoroçar" o mundo, a partir do bairro, da cidade e do estado onde ela se encontra?
Se soubessem, apelidariam Paulo de um verdadeiro tsunami, porque arrastava, por onde passava, uma multidão de novos seguidores do Caminho, a saber, Jesus Cristo.
Nada passava incólume à presença do Apóstolo aos Gentios. Força, determinação, inteligência, senso de oportunidades, tudo isso orbitava no maior nome de toda a cristandade.
Um homem capaz de mudar o mundo que está ao seu redor, ser um instrumento de transformação da história deve nos conduzir a refletir o que podemos fazer para também sermos parte de uma geração disposta a impactar o mundo.
Sobrevoando a Palavra em atos
Paulo seguia em sua segunda viagem missionária. O apóstolo já havia passado por várias cidades, desde o seu envio, em Antioquia . Naquela ocasião, os mestres e líderes da igreja, depois de jejuar e orar, impuseram as mãos sobre Paulo e Barnabé e os consagraram para viagens missionárias . Algo importante a destacar é que nenhuma ação missionária pode prescindir da piedade espiritual e do apoio incondicional da igreja de Cristo.
Para esta viagem Paulo recomeça da cidade de Antioquia "onde haviam sido encomendados à graça de Deus para a obra que acabavam de cumprir".
A turma do Caminho, entretanto, não gozava de prestígio em todos os lugares, por conta dos líderes religiosos locais. A mensagem era libertadora demais, e por isso incomodava. Atos 17.6 é fruto desse incômodo que os seguidores de Jesus causaram. A expressão "têm alvoroçado" o mundo, é uma reclamação sonora dos que não queriam ver a expansão da mensagem de Jesus Cristo.
Contudo, a pregação da Palavra não poderia ser presa. Nada poderia impedir a expansão missionária que começou naqueles dias e atravessou as décadas até chegar aos nossos dias. Isso era missões no coração de Paulo e deve ser no coração da igreja.
O que precisamos fazer para sermos uma geração capaz de transformar a história?
1) Precisamos assumir uma responsabilidade que começa não em nós, mas em mim
O compromisso de Paulo não passava por uma relação coletiva com Deus. Ao contrário, assumia o seu papel como instrumento ou ferramenta nas mãos de Jesus Cristo: "Mas somente tinham ouvido dizer: Aquele que já nos perseguiu anuncia agora a fé que antes destruía" , diz ainda "Já estou crucificado com Cristo; e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim".
Paulo tinha um compromisso sério com sua experiência com Deus e com Sua obra. Revolucionar o mundo é uma tarefa que começa comigo. Passa pela minha intimidade com Deus e pelo meu amor a Ele.
Não ganharemos o mundo para Jesus enquanto a responsabilidade de cada membro do Corpo de Cristo não for reconhecida. Enquanto jogar para o outro a tarefa que está em sua mão, dificilmente a igreja avançará nos terrenos que precisam ser conquistados.
2) Precisamos desenvolver uma capacidade de olhar o mundo como Deus olha
Paulo foi o grande responsável pela difusão do evangelho e propagação nos primeiros dias da igreja. Tornou-se o maior intérprete da mente de Cristo. Seu olhar contemplava o desejo de Jesus de alcançar as nações com as Boas-Novas do reino de Deus.
Escrevendo aos Filipenses, não apenas exortou a igreja a viver plenamente em Cristo, mas usou suas cadeias, de onde escrevia, como plataforma da pregação do evangelho, para salvação de pessoas. Paulo afirma que "muitos irmãos no Senhor, tomando ânimo com minhas prisões, ousam falar a palavra mais confiadamente, sem temor" . Segundo ele "tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação. Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação".
A igreja precisa aceitar o grande desafio de olhar o mundo ao seu redor com o olhar paterno de Deus. Há um desafio em cada esquina da cidade. Há uma geografia espiritual que reclama a manifestação dos filhos de Deus. Não podemos entregar o mundo ao bel-prazer e fechar os olhos para as estruturas malignas que o consomem. Tenhamos um olhar capaz de ver essas estruturas como alvos missionários de uma igreja que avança contra as portas do inferno.
3) Precisamos enxergar as suas demandas, com coragem e compromisso
Os anos se passaram, e o mundo mudou e não vem de agora. Não se deu neste momento, mas faz parte de um processo inexorável que pode culminar com males terríveis para toda a humanidade. E isso deve preocupar a igreja de Cristo no Brasil e no mundo.
Para isso é necessário pensar que o mundo está cada vez mais degradado pelo pecado - Há um grito ensurdecedor da natureza, exigindo que o homem a respeite, e não a maltrate. Será que isso é apenas assunto dos órgãos governamentais? Será que isso é apenas problema dos que assinaram acordos mundiais? Se não enxergarmos o mundo como algo "que jaz no maligno" , corremos o risco de batermos palmas para o desenvolvimento que nos ajuda, ao tempo que choraremos o preço que nos cobra.
E, ainda, é preciso pensar que a natureza precisa ser preservada, porque uma ação de Deus não pode ser destruída pelo homem - "tanto o seu eterno poder, como a sua divindade se entendem, e claramente se veem pelas coisas que são criadas".
4) Precisamos de um olhar missionário, capaz de encontrar os necessitados por Jesus, onde eles estiverem
Uma igreja é do tamanho da sua visão sobre Deus. E uma visão correta sobre o amor de Deus pelas pessoas leva-nos a pensar sobre a importância da obra missionária na igreja. Fazer missões ou sustentar a corda missionária não é um mero modelo de igreja, é um princípio!
A obra missionária da igreja local tem que ser fruto de um avassalador sentimento de paixão pelas almas perdidas. Este é um desafio urgente a se produzir no coração da igreja de Cristo e precisa necessariamente ser amplificada por uma visão capaz de alcançar todas as fronteiras com a pregação do evangelho.
AMADURECENDO NA PALAVRA
1) Como transferimos a responsabilidade missionária que é "minha" para "nós" e fugimos de nosso compromisso com missões?
2) A igreja tem sido hoje instrumento de transformação da história? E como isso tem acontecido?
3) Se dividirmos em grupos, agora, quantas ideias sairiam do coração da igreja para preservação do meio ambiente?
4) Cite 3 grandes desafios missionários às igrejas batistas hoje no Brasil? Você consegue identificar alguns?
5) Como sua igreja pode ser instrumento para "alvoroçar" o mundo, a partir do bairro, da cidade e do estado onde ela se encontra?
terça-feira, 7 de junho de 2011
Um Mundo "de Mierda"
Posto abaixo o vídeo do excelente Jornalista urugaio Eduardo Galeano, vale a pena ouvi-lo pela sua humanidade e visão contemporânea.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
A PL 122, OS EVANGÉLICOS E A SOCIEDADE
Como diz o Filipe Cardoso da Radio Globo, este assunto PL 122 "é uma chatice". Já encheu a paciência ter que ouvir, em todos os programas de Tv um bando de gays e um bando de religiosos, brigando, por uma questão que não tem a ver com gays e religiosos.
A PL 122 não é uma lei que apenas atinge igrejas e pastores, atinge toda a sociedade civil. Duvido que jornalistas que tanto defendem o direito gay, ficarão felizes em não poder dar nenhuma nota que soe difamatória. Duvido também que os humoristas, que já não ficaram felizes, quando foram impedidos de fazer piada com os candidatos a presidencia da república, não poderem mais fazer suas piadas de "boiolas", como gostam, ja que elas fazem mais de 50% de todas as suas piadas.
Esta não é uma discussão religiosa. Ontem, ou antes de ontem, um grupo de gays foi rasgar e queimar a Bíblia! Bobagem.
Cada um na sua. Cada um faz com o corpo o que bem entende. Nem eu, pastor, nem ninguém tem o direito de dizer o que o outro deve fazer consigo mesmo.
CONTUDO, CONTUDO, CONTUDO, por favor, me deem o direito de dizer que não gosto das gayzisses dos gays, não gosto das "frangas" que eles soltam, não gostaria que meu filho fosse criado por uma babá gay, como os gays tem TODO o direito de não querer que seus "filhos" sejam criados por pastores.
NÃO me tirem o direito de fazer piada sobre qualquer coisa na vida. Até porque, DUVIDO, que deixarão de falar de pastores.
Então, a PL 122, por tudo que ela, subliminarmente sugere, digo não a ela. O direito e ir e vir, e fazer com o seu corpo o que quiser é inviolável. Cada um assuma a responsabilidade de usar o corpo como bem entender.
Só não me obrigue a gostar disso tudo! Não gosto, e vou ensinar o meu filho a não gostar também.
Aliás, acho muito interessante os "pseudo-artistas" e "pseudo-intelectuais", que apoiam o movimento e a lei 122.
Queria ver esses mesmos camaradas, na sala de cirurgia, esperando o bebê nascer, e o médico diz: parabéns, é um belo menino! E vocês falarem, "ai que bom, mais uma bicha no mundo!". Duvi-de-ó-dó!
A PL 122 não é uma lei que apenas atinge igrejas e pastores, atinge toda a sociedade civil. Duvido que jornalistas que tanto defendem o direito gay, ficarão felizes em não poder dar nenhuma nota que soe difamatória. Duvido também que os humoristas, que já não ficaram felizes, quando foram impedidos de fazer piada com os candidatos a presidencia da república, não poderem mais fazer suas piadas de "boiolas", como gostam, ja que elas fazem mais de 50% de todas as suas piadas.
Esta não é uma discussão religiosa. Ontem, ou antes de ontem, um grupo de gays foi rasgar e queimar a Bíblia! Bobagem.
Cada um na sua. Cada um faz com o corpo o que bem entende. Nem eu, pastor, nem ninguém tem o direito de dizer o que o outro deve fazer consigo mesmo.
CONTUDO, CONTUDO, CONTUDO, por favor, me deem o direito de dizer que não gosto das gayzisses dos gays, não gosto das "frangas" que eles soltam, não gostaria que meu filho fosse criado por uma babá gay, como os gays tem TODO o direito de não querer que seus "filhos" sejam criados por pastores.
NÃO me tirem o direito de fazer piada sobre qualquer coisa na vida. Até porque, DUVIDO, que deixarão de falar de pastores.
Então, a PL 122, por tudo que ela, subliminarmente sugere, digo não a ela. O direito e ir e vir, e fazer com o seu corpo o que quiser é inviolável. Cada um assuma a responsabilidade de usar o corpo como bem entender.
Só não me obrigue a gostar disso tudo! Não gosto, e vou ensinar o meu filho a não gostar também.
Aliás, acho muito interessante os "pseudo-artistas" e "pseudo-intelectuais", que apoiam o movimento e a lei 122.
Queria ver esses mesmos camaradas, na sala de cirurgia, esperando o bebê nascer, e o médico diz: parabéns, é um belo menino! E vocês falarem, "ai que bom, mais uma bicha no mundo!". Duvi-de-ó-dó!
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Como é na prática a teoria
Um amigo foi uma loja de departamentos trocar uns objetos.
Como sabia que a casa era desorganizada, ele foi preparado para a demora, que foi mais longa ainda.
Quando chegou a sua vez, diante de um funcionário desinteressado e deseducado, não teve o problema resolvido, mas teve tempo de ler um adesivo com o slogan da empresa:
-- Apaixonados por soluções.
Todos somos bons de teorias. Alguns até acreditamos que elas espelham nossas vidas.
No entanto, é incrível que, muitas vezes, entre o autoadesivo que nos colamos e a realidade que pretende descrever haja um grande abismo. Sim, o coração humano (o meu coração, o seu coração) é mesmo enganoso.
A solução não é remover o adesivo. O caminho é ser corajosamente fiel a ele.
Como sabia que a casa era desorganizada, ele foi preparado para a demora, que foi mais longa ainda.
Quando chegou a sua vez, diante de um funcionário desinteressado e deseducado, não teve o problema resolvido, mas teve tempo de ler um adesivo com o slogan da empresa:
-- Apaixonados por soluções.
Todos somos bons de teorias. Alguns até acreditamos que elas espelham nossas vidas.
No entanto, é incrível que, muitas vezes, entre o autoadesivo que nos colamos e a realidade que pretende descrever haja um grande abismo. Sim, o coração humano (o meu coração, o seu coração) é mesmo enganoso.
A solução não é remover o adesivo. O caminho é ser corajosamente fiel a ele.
Inventário de nossas dificuldades
Quando as coisas estão difíceis (uma doença, uma separação, uma dívida, uma confusão, por exemplo), de que precisamos?
Precisamos de um pouco de silêncio, mas não muito, silêncio que nos permita nos distanciar do diagnóstico que fizeram ou nos fizemos, como se a dor fosse de outrem, para que possamos fazer um auto-retrato verdadeiro, mesmo que duro.
Precisamos de um pouco de ousadia para, como na linda oração, aceitar o que precisamos aceitar e rejeitar o que precisamos rejeitar, uma tarefa que exige lucidez num momento em que a nossa razão não é plena. Por isto, o necessário silêncio inicial.
Precisamos procurar um rosto no qual olhar, um rosto que se estenda em ombros, braços, ouvidos e lábios, ombros sobre os quais chorar, se for caso; braços, que nos possam conduzir, se for o caso; ouvidos diante dos quais possamos ficar nus, se for o caso; lábios que nos ofereçam uma orientação, se for o caso.
Precisamos abrir um livro, que nos faça ir além de nós mesmos, pelos convites à troca de experiências, mesmo que unilateralmente; um livro que nos ajude a escapar, mesmo que por um tempo estratégico, da contaminação que o nosso problema dissemina; um livro que nos conte histórias de superação, porque outros percorreram um dia o nosso labirinto; um livro que nos mostre a insuficiência do otimismo superficial ou do pessimismo profundo.
Precisamos olhar para o Deus em quem cremos, mirando em Jesus Cristo que, ao sofrer o que sofreu, emocional e fisicamente, completamente nos revelou quem Deus é e quanto Ele se importa conosco, mesmo quando não remove pela raiz a nossa dor.
E tudo isto demanda coragem.
Precisamos de um pouco de silêncio, mas não muito, silêncio que nos permita nos distanciar do diagnóstico que fizeram ou nos fizemos, como se a dor fosse de outrem, para que possamos fazer um auto-retrato verdadeiro, mesmo que duro.
Precisamos de um pouco de ousadia para, como na linda oração, aceitar o que precisamos aceitar e rejeitar o que precisamos rejeitar, uma tarefa que exige lucidez num momento em que a nossa razão não é plena. Por isto, o necessário silêncio inicial.
Precisamos procurar um rosto no qual olhar, um rosto que se estenda em ombros, braços, ouvidos e lábios, ombros sobre os quais chorar, se for caso; braços, que nos possam conduzir, se for o caso; ouvidos diante dos quais possamos ficar nus, se for o caso; lábios que nos ofereçam uma orientação, se for o caso.
Precisamos abrir um livro, que nos faça ir além de nós mesmos, pelos convites à troca de experiências, mesmo que unilateralmente; um livro que nos ajude a escapar, mesmo que por um tempo estratégico, da contaminação que o nosso problema dissemina; um livro que nos conte histórias de superação, porque outros percorreram um dia o nosso labirinto; um livro que nos mostre a insuficiência do otimismo superficial ou do pessimismo profundo.
Precisamos olhar para o Deus em quem cremos, mirando em Jesus Cristo que, ao sofrer o que sofreu, emocional e fisicamente, completamente nos revelou quem Deus é e quanto Ele se importa conosco, mesmo quando não remove pela raiz a nossa dor.
E tudo isto demanda coragem.
Quando os males nos alcançam
“...tantos males e angústias o alcançarão, que dirá, naquele dia: Não me alcançaram estes males por não estar o meu Deus no meio de mim?” (Deuteronômio 31.17)

Um antigo provérbio chinês diz que “você não pode impedir que abutres sobrevoem sua cabeça, mas pode impedir que eles façam um ninho nela”. Males existem no mundo ao nosso redor todo o tempo. Entendemos males como a totalidade de atos, experiências e coisas indesejáveis ou nocivas que nos são prejudiciais, que nos ferem, ou que concorrem para o nosso dano ou ruína. Um mal é aquilo que é nocivo para a felicidade ou o bem-estar físico ou moral de alguém. Mas, a questão pivotal não é saber se males “sobrevoam” ou não as nossas cabeças, as nossas almas, as nossas vidas, mas se eles fizeram ninho nelas; se os males nos alcançaram!
O sentido de alcançar (hebr. matzah) nesse texto é o “entrar em união com”. Em outras palavras, a pergunta não é se males estão acontecendo em nossa vida, mas se eles “entraram em união” com a nossa alma! Se eles nos venceram! O Salmista explica esse sentido ao ilustrar os males com “muitas águas”: “Pelo que todo aquele que é santo orará a Ti, a tempo de Te poder achar; até no transbordar de muitas águas, estas a ele não chegarão” (Salmo 32. 6). A pergunta não é se águas transbordaram, mas se elas chegaram à nossa alma; se elas nos alcançaram.
Males nos alcançam quando a nossa reação a eles é a angústia (hebr. tsarah). Um exemplo é a história de Jacó. No dia em que Diná, sua filha, foi violentada por Siquém provocando um aberto conflito entre a família de Jacó e a família de Siquém (Gênesis 35), Jacó decide mudar-se para Betel e assim comunica a decisão: "Levantemo-nos e subamos a Betel; ali farei um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia e que foi comigo no caminho por onde andei". Examinando o episódio de Betel (Gênesis 27 e 28), identificado por Jacó como o seu “dia de angústia”, vemos que Jacó fugiu de sua casa, foi tomado de medo, ausência de paz e, sobretudo, de um sentimento da ausência de Deus (Gênesis 28: 16). Angústia é tudo isso e um pouco mais, e a presença dela em nossa alma demonstra que males não apenas sobrevoaram as nossas cabeças, mas fizeram ninho em nossas vidas.
Males nos alcançam quando Deus não está em nosso meio. A pergunta que segundo o próprio Deus será feita por todo aquele que foi alcançado por males é esta: “não me alcançaram estes males por não estar o meu Deus no meio de mim?” O resultado para o pecado obstinado, i.e., da reincidência pecaminosa proposital, insistente, obstinada e rebelde a Deus e Sua Palavra, é que Deus esconde o rosto de tal pecador: “desampará-lo-ei, e esconderei o Meu rosto dele, para que seja devorado” (conf. Romanos 1: 18, 24, 26, 27 e 28). A causa da obstinação está clara: “Deus não está no meio”, i.e., Deus não está ocupando o centro da existência, da vida do pecador obstinado (conf. Salmo 46: 1-5). Outras coisas, pessoas, interesses estão ocupando a atenção e o foco da vida da pessoa, de modo que Deus foi, por assim dizer, colocado de lado, na periferia da vida.
A vida se nos apresenta como repleta de desafios e males. Não há possibilidade de fugir deles! Você não pode impedir que males sobrevoem sua vida, mas eles não precisam fazer um ninho na sua alma. Se Deus estiver no centro da vida, então, no transbordar das muitas águas, elas não nos alcançarão.

Um antigo provérbio chinês diz que “você não pode impedir que abutres sobrevoem sua cabeça, mas pode impedir que eles façam um ninho nela”. Males existem no mundo ao nosso redor todo o tempo. Entendemos males como a totalidade de atos, experiências e coisas indesejáveis ou nocivas que nos são prejudiciais, que nos ferem, ou que concorrem para o nosso dano ou ruína. Um mal é aquilo que é nocivo para a felicidade ou o bem-estar físico ou moral de alguém. Mas, a questão pivotal não é saber se males “sobrevoam” ou não as nossas cabeças, as nossas almas, as nossas vidas, mas se eles fizeram ninho nelas; se os males nos alcançaram!
O sentido de alcançar (hebr. matzah) nesse texto é o “entrar em união com”. Em outras palavras, a pergunta não é se males estão acontecendo em nossa vida, mas se eles “entraram em união” com a nossa alma! Se eles nos venceram! O Salmista explica esse sentido ao ilustrar os males com “muitas águas”: “Pelo que todo aquele que é santo orará a Ti, a tempo de Te poder achar; até no transbordar de muitas águas, estas a ele não chegarão” (Salmo 32. 6). A pergunta não é se águas transbordaram, mas se elas chegaram à nossa alma; se elas nos alcançaram.
Males nos alcançam quando a nossa reação a eles é a angústia (hebr. tsarah). Um exemplo é a história de Jacó. No dia em que Diná, sua filha, foi violentada por Siquém provocando um aberto conflito entre a família de Jacó e a família de Siquém (Gênesis 35), Jacó decide mudar-se para Betel e assim comunica a decisão: "Levantemo-nos e subamos a Betel; ali farei um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia e que foi comigo no caminho por onde andei". Examinando o episódio de Betel (Gênesis 27 e 28), identificado por Jacó como o seu “dia de angústia”, vemos que Jacó fugiu de sua casa, foi tomado de medo, ausência de paz e, sobretudo, de um sentimento da ausência de Deus (Gênesis 28: 16). Angústia é tudo isso e um pouco mais, e a presença dela em nossa alma demonstra que males não apenas sobrevoaram as nossas cabeças, mas fizeram ninho em nossas vidas.
Males nos alcançam quando Deus não está em nosso meio. A pergunta que segundo o próprio Deus será feita por todo aquele que foi alcançado por males é esta: “não me alcançaram estes males por não estar o meu Deus no meio de mim?” O resultado para o pecado obstinado, i.e., da reincidência pecaminosa proposital, insistente, obstinada e rebelde a Deus e Sua Palavra, é que Deus esconde o rosto de tal pecador: “desampará-lo-ei, e esconderei o Meu rosto dele, para que seja devorado” (conf. Romanos 1: 18, 24, 26, 27 e 28). A causa da obstinação está clara: “Deus não está no meio”, i.e., Deus não está ocupando o centro da existência, da vida do pecador obstinado (conf. Salmo 46: 1-5). Outras coisas, pessoas, interesses estão ocupando a atenção e o foco da vida da pessoa, de modo que Deus foi, por assim dizer, colocado de lado, na periferia da vida.
A vida se nos apresenta como repleta de desafios e males. Não há possibilidade de fugir deles! Você não pode impedir que males sobrevoem sua vida, mas eles não precisam fazer um ninho na sua alma. Se Deus estiver no centro da vida, então, no transbordar das muitas águas, elas não nos alcançarão.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Chorar não custa nada
Em I Sm 30 vemos Ziclague ser saqueada pelos Amalequitas. Quando Davi e seus homens chegaram à cidade a encontraram queimada, e suas mulheres e seus filhos foram levados cativos. Nessa situação o vs 4 nos diz:
“Então Davi e o povo que se achava com ele ergueram a voz e choraram, até não terem mais forças para chorar.”
...chorar até não ter mais forças... Muitos já viveram essa experiência. Talvez até na mesma intensidade experimentada por Davi, pois a força da dor que sentimos não depende de como os outros a interpretam, mas de como nós a vivenciamos. A dor de um término de relacionamento de um adolescente pode parecer, para muitos, banal, mas para ele é uma dor extremamente intensa, portanto deve ser respeitada. Quantas vezes já nos vimos assim e nestes momentos somos tomados pela angustia e ficamos cegos para ver que ainda não é o fim...
Não é pecado chorar, não é pecado sentir dor, não é pecado ver nossas forças esgotadas. É reflexo da nossa humanidade. Mas quando as forças acabam... O que fazer se não temos ao menos forças para chorar? O que fazer quando as forças acabam? O que a vida faz com a gente, depende daquilo do que ela encontra dentro de nós. O vs 6 mostra o que ela encontrou em Davi:
“Davi muito se angustiou, pois o povo falava de apedrejá-lo, porque todos estavam em amargura, cada um por causa de seus filhos e de suas filhas; porém Davi se reanimou no Senhor, seu Deus.”
Quando nossa vida se esvai, quando o choro for tão grande que as lagrimas se esgotarem, precisamos trocar o desespero pela confiança no senhor. O que a vida tem encontrado dentro de nós? A exemplo de Davi, temos um Deus capaz de nos levar das cinzas à restituição.
“Então Davi e o povo que se achava com ele ergueram a voz e choraram, até não terem mais forças para chorar.”
...chorar até não ter mais forças... Muitos já viveram essa experiência. Talvez até na mesma intensidade experimentada por Davi, pois a força da dor que sentimos não depende de como os outros a interpretam, mas de como nós a vivenciamos. A dor de um término de relacionamento de um adolescente pode parecer, para muitos, banal, mas para ele é uma dor extremamente intensa, portanto deve ser respeitada. Quantas vezes já nos vimos assim e nestes momentos somos tomados pela angustia e ficamos cegos para ver que ainda não é o fim...
Não é pecado chorar, não é pecado sentir dor, não é pecado ver nossas forças esgotadas. É reflexo da nossa humanidade. Mas quando as forças acabam... O que fazer se não temos ao menos forças para chorar? O que fazer quando as forças acabam? O que a vida faz com a gente, depende daquilo do que ela encontra dentro de nós. O vs 6 mostra o que ela encontrou em Davi:
“Davi muito se angustiou, pois o povo falava de apedrejá-lo, porque todos estavam em amargura, cada um por causa de seus filhos e de suas filhas; porém Davi se reanimou no Senhor, seu Deus.”
Quando nossa vida se esvai, quando o choro for tão grande que as lagrimas se esgotarem, precisamos trocar o desespero pela confiança no senhor. O que a vida tem encontrado dentro de nós? A exemplo de Davi, temos um Deus capaz de nos levar das cinzas à restituição.
Não acomodar com o que incomoda...
A gente tem essa mania... Pior é quando essa “estranha” mania se torna um estilo de vida... Lá atrás, talvez não tão distante, dá pra identificar quando ela começou a tentar reinar...
Temos que ser inconformados... com o sistema e com o antinomismo, com a desigualdade e com a uniformidade, com aquilo que nos consome e com o que nem cócegas faz, com aquilo que incomoda... A gente tem mania de fazer do medo um destruidor de sonhos, de projetos, de situações. Não era pra ser assim... Se ao menos pudéssemos controlá-lo, se aceitássemos o conselho de Oswaldo Montenegro... “Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio...” E então... nos acomodamos...
É até paradoxal... Se incomoda porque nos acomodamos? Difícil explicar!!! O experimento é diferente do “experimentar.” No experimento se sabe o resultado final. O “experimentar” é uma incógnita. A vida é um experimentar... a gente apenas... vive... Neste “experimentar” está contido também aquilo que nos incomoda, mas com a voracidade da nossa rotina escravisadora, passa a ser visto como o apêndice do processo do viver. Se torna normal, apesar de nos incomodar, e paramos de lutar. Quando chegamos a esse ponto nos acomodamos com o que incomoda.
Não... não pode ser assim... não é pra ser assim. Podemos nos inconformar, lutar pelo que cremos, pelo que sonhamos, pelo que... queremos. Por mais que o futuro se apresente numa figura utópica de realidade, o amanhã só é amanhã porque pessoas protagonizaram o hoje. Precisamos ser protagonistas do presente. Precisamos lutar pelo que sonhamos, precisamos sonhar com o que queremos, precisamos querer o que sentimos, precisamos sentir o que nos incomoda. Eu sinto... mas nem tudo depende só de mim. Verdade!!! Tem coisas na vida que não podem ser feitas sozinhas... O que posso fazer então? Nunca me acomodar enquanto isso me incomodar..
Temos que ser inconformados... com o sistema e com o antinomismo, com a desigualdade e com a uniformidade, com aquilo que nos consome e com o que nem cócegas faz, com aquilo que incomoda... A gente tem mania de fazer do medo um destruidor de sonhos, de projetos, de situações. Não era pra ser assim... Se ao menos pudéssemos controlá-lo, se aceitássemos o conselho de Oswaldo Montenegro... “Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio...” E então... nos acomodamos...
É até paradoxal... Se incomoda porque nos acomodamos? Difícil explicar!!! O experimento é diferente do “experimentar.” No experimento se sabe o resultado final. O “experimentar” é uma incógnita. A vida é um experimentar... a gente apenas... vive... Neste “experimentar” está contido também aquilo que nos incomoda, mas com a voracidade da nossa rotina escravisadora, passa a ser visto como o apêndice do processo do viver. Se torna normal, apesar de nos incomodar, e paramos de lutar. Quando chegamos a esse ponto nos acomodamos com o que incomoda.
Não... não pode ser assim... não é pra ser assim. Podemos nos inconformar, lutar pelo que cremos, pelo que sonhamos, pelo que... queremos. Por mais que o futuro se apresente numa figura utópica de realidade, o amanhã só é amanhã porque pessoas protagonizaram o hoje. Precisamos ser protagonistas do presente. Precisamos lutar pelo que sonhamos, precisamos sonhar com o que queremos, precisamos querer o que sentimos, precisamos sentir o que nos incomoda. Eu sinto... mas nem tudo depende só de mim. Verdade!!! Tem coisas na vida que não podem ser feitas sozinhas... O que posso fazer então? Nunca me acomodar enquanto isso me incomodar..
A Morte de Bin Laden e suas implicações
Dia atrás, o presidente Barack Obama trouxe uma informação muito aguardada – e até desacreditada – ao mundo: Osama Bin Laden estava morto em conseqüência de uma operação coordenada pela CIA na Líbia. Agora devemos nos perguntar: que significado pode ter a morte de Bin Laden para o mundo?
Acho o evento em torno da morte dele mais significativo que a própria morte do terrorista e compreendermos o que está acontecendo é importante para sabermos os rumos que o mundo está tomando.
Bin Laden comandou os ataques aos Estados Unidos em 2001. Lembro-me de ficar boquiaberto diante da situação. O World Trade Center em chamas, a população chocada nas ruas, a apreensão do que mais poderia acontecer naquele dia onde até o presidente Bush tardou em levantar-se da cadeira numa escola que visitava. Atônito, ele ficou sem reação como alguém que caminha pela rua e de repente é atacado.
Do outro lado do mundo, pessoas saiam às ruas para comemorar esta barbárie. Vibraram, tendo êxtases de prazer pelo sangue e pelas lágrimas de desespero dos inimigos. Lembro-me de ficar mais uma vez chocado. Uma coisa – que já é horrível – é você matar uma pessoa, outra é depois de matar ir a uma festa para comemorar, outra pior ainda, é você conseguir seguidores que festejem com você.
Dez anos se passaram e os Estados Unidos conseguiram localizar o seu inimigo número um. O que fizeram? Entraram em sua casa e, depois de uma troca de tiros com um segurança, encontraram Bin Laden desarmado e lhe mataram com dois tiros, um na cabeça e outro no peito. Depois disso a população dos Estados Unidos saiu às ruas para comemorar e festejar a morte do terrorista. Ricardo Gondim em seu Twitter lembrou que na execução dos nazistas – que causaram muito mais sofrimentos aos judeus, que os terroristas aos americanos – os judeus resignaram-se, não saíram às ruas festejando, somente tiveram um sentimento de alguma justiça sendo feita.
Quem julgou Bin Laden, que corte o condenou à morte? Nenhuma. Ele foi condenado à morte pelo sentimento de vingança, pela euforia de que precisaria estar morto. A Declaração dos Direitos Humanos em seu artigo V declara que “ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante”; no artigo X continua dizendo que “toda pessoa tem direito, em plena igualdade, a uma audiência justa e publica, por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele”.
Certamente alguns me diriam que Bin Laden era um terrorista sanguinário que não tinha nenhum sentimento de misericórdia e que, como tal, não merecia de misericórdia. Ao que eu respondo com algumas perguntas: será que os estados democráticos têm que se transformar em estados terroristas e sanguinários para combater o terrorismo? Será que vamos trabalhar para promover a selvageria ao invés da civilização?
Os Direitos da ONU foram escritos pouco tempo depois da II Guerra Mundial, exatamente porque os estados perceberam a importância de um acordo que constrangesse a selvageria. O mundo, naquele tempo, percebeu de forma clara que o ser humano pode se transformar no animal mais cruel que esse planeta já conheceu. Os animais matam por segurança e necessidade de sobrevivência – fome, por exemplo –, nós matamos com requintes de crueldade, criamos a tortura, que procura matar moralmente a pessoa antes de matarmos seu corpo, criamos estados que podem se tornar ditaduras sanguinárias como a ex URSS e outros... o homem pode ser a pior besta contra ele mesmo.
Os direitos humanos procuram trazer o homem civilizado – o que vive em comunidade, capaz de ter um sentimento de justiça, da importância do outro, do acolhimento e de irmandade, racional – à tona, porque se esse homem não surge, a besta nos aparece e o pior não é haver – pois sempre haverá – bestialidades no mundo, mas é quando institucionalizamos essa sede por sangue.
Bin Laden seria de qualquer jeito condenado à morte por qualquer tribunal do ocidente, mas isso não justifica sua morte antecipada. Se uma corte lhe condenasse ele morreria condenado à morte, mas como foi arbitrário, foi um assassinato, nada mais que isso e quando vemos a festa nas ruas dos Estados Unidos por sua morte me pergunto: o que festejam eles? Festejam o sangue derramado de um inimigo, o lado mudou, agora foram os americanos que comemoraram a morte de um inimigo, mas o sentimento que alicerçou toda essa euforia em nada se distingue da euforia dos que comemoraram o 11 de setembro.
Percebo claramente que depois dos ataques às Torres Gêmeas nos Estados Unidos, Bush começou uma política de polarização do mundo, de cassação dos direitos humanos com a finalidade de obter confissões em Guantánamo para caçar terroristas, declarou unilateralmente guerra ao Iraque, passando por cima da resolução da ONU que foi contra a guerra, Obama continuou a política sanguinária desse governo e essa polarização maniqueísta, na França, por exemplo, Sarkozy recentemente fechou as fronteiras para refugiados das guerras que estão acontecendo no norte da África, descumprindo assim mais um artigo XIV que diz que “toda pessoa, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e gozar asilo em outros países”.
Estamos nivelando o mundo por baixo, pelo ressentimento, pela vingança, pela bestialidade, pelo terror e só poderemos colher no futuro o que essas atitudes nos oferece, ou seja, mais ressentimento, mais vingança, mais bestialidade, mais terror e dessa vez, como já fizemos no passado, tudo institucionalizado pelo estado.
Acho o evento em torno da morte dele mais significativo que a própria morte do terrorista e compreendermos o que está acontecendo é importante para sabermos os rumos que o mundo está tomando.
Bin Laden comandou os ataques aos Estados Unidos em 2001. Lembro-me de ficar boquiaberto diante da situação. O World Trade Center em chamas, a população chocada nas ruas, a apreensão do que mais poderia acontecer naquele dia onde até o presidente Bush tardou em levantar-se da cadeira numa escola que visitava. Atônito, ele ficou sem reação como alguém que caminha pela rua e de repente é atacado.
Do outro lado do mundo, pessoas saiam às ruas para comemorar esta barbárie. Vibraram, tendo êxtases de prazer pelo sangue e pelas lágrimas de desespero dos inimigos. Lembro-me de ficar mais uma vez chocado. Uma coisa – que já é horrível – é você matar uma pessoa, outra é depois de matar ir a uma festa para comemorar, outra pior ainda, é você conseguir seguidores que festejem com você.
Dez anos se passaram e os Estados Unidos conseguiram localizar o seu inimigo número um. O que fizeram? Entraram em sua casa e, depois de uma troca de tiros com um segurança, encontraram Bin Laden desarmado e lhe mataram com dois tiros, um na cabeça e outro no peito. Depois disso a população dos Estados Unidos saiu às ruas para comemorar e festejar a morte do terrorista. Ricardo Gondim em seu Twitter lembrou que na execução dos nazistas – que causaram muito mais sofrimentos aos judeus, que os terroristas aos americanos – os judeus resignaram-se, não saíram às ruas festejando, somente tiveram um sentimento de alguma justiça sendo feita.
Quem julgou Bin Laden, que corte o condenou à morte? Nenhuma. Ele foi condenado à morte pelo sentimento de vingança, pela euforia de que precisaria estar morto. A Declaração dos Direitos Humanos em seu artigo V declara que “ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante”; no artigo X continua dizendo que “toda pessoa tem direito, em plena igualdade, a uma audiência justa e publica, por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele”.
Certamente alguns me diriam que Bin Laden era um terrorista sanguinário que não tinha nenhum sentimento de misericórdia e que, como tal, não merecia de misericórdia. Ao que eu respondo com algumas perguntas: será que os estados democráticos têm que se transformar em estados terroristas e sanguinários para combater o terrorismo? Será que vamos trabalhar para promover a selvageria ao invés da civilização?
Os Direitos da ONU foram escritos pouco tempo depois da II Guerra Mundial, exatamente porque os estados perceberam a importância de um acordo que constrangesse a selvageria. O mundo, naquele tempo, percebeu de forma clara que o ser humano pode se transformar no animal mais cruel que esse planeta já conheceu. Os animais matam por segurança e necessidade de sobrevivência – fome, por exemplo –, nós matamos com requintes de crueldade, criamos a tortura, que procura matar moralmente a pessoa antes de matarmos seu corpo, criamos estados que podem se tornar ditaduras sanguinárias como a ex URSS e outros... o homem pode ser a pior besta contra ele mesmo.
Os direitos humanos procuram trazer o homem civilizado – o que vive em comunidade, capaz de ter um sentimento de justiça, da importância do outro, do acolhimento e de irmandade, racional – à tona, porque se esse homem não surge, a besta nos aparece e o pior não é haver – pois sempre haverá – bestialidades no mundo, mas é quando institucionalizamos essa sede por sangue.
Bin Laden seria de qualquer jeito condenado à morte por qualquer tribunal do ocidente, mas isso não justifica sua morte antecipada. Se uma corte lhe condenasse ele morreria condenado à morte, mas como foi arbitrário, foi um assassinato, nada mais que isso e quando vemos a festa nas ruas dos Estados Unidos por sua morte me pergunto: o que festejam eles? Festejam o sangue derramado de um inimigo, o lado mudou, agora foram os americanos que comemoraram a morte de um inimigo, mas o sentimento que alicerçou toda essa euforia em nada se distingue da euforia dos que comemoraram o 11 de setembro.
Percebo claramente que depois dos ataques às Torres Gêmeas nos Estados Unidos, Bush começou uma política de polarização do mundo, de cassação dos direitos humanos com a finalidade de obter confissões em Guantánamo para caçar terroristas, declarou unilateralmente guerra ao Iraque, passando por cima da resolução da ONU que foi contra a guerra, Obama continuou a política sanguinária desse governo e essa polarização maniqueísta, na França, por exemplo, Sarkozy recentemente fechou as fronteiras para refugiados das guerras que estão acontecendo no norte da África, descumprindo assim mais um artigo XIV que diz que “toda pessoa, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e gozar asilo em outros países”.
Estamos nivelando o mundo por baixo, pelo ressentimento, pela vingança, pela bestialidade, pelo terror e só poderemos colher no futuro o que essas atitudes nos oferece, ou seja, mais ressentimento, mais vingança, mais bestialidade, mais terror e dessa vez, como já fizemos no passado, tudo institucionalizado pelo estado.
Barack Obama e os primeiros presos políticos do governo Dilma
E, enfim, eis que o presidente da maior potência bélica e econômica do mundo apareceu no Brasil. Não foi o primeiro a fazê-lo, mas, por ser Barack Hussein Obama, a tal visita vinha eivada de significados. Aos que se lembram da máxima de sua campanha para a presidência dos Estados Unidos da América do Norte, o famoso "Yes, we can", tê-lo aqui seria a grande oportunidade de entrar em contato com aquilo que podemos e com aquilo que, definitivamente, não podemos.
Na campanha eleitoral estadunidense o mundo ficou surpreso; parecia que, enfim, teríamos um hegemon presidido por alguém que olhava para questões preteridas pelos EUA há tempos. Na cabeça ingênua de gente comum que acompanha o sistema político internacional, o absurdo chamado Guantánamo seria enfim fechado, o sistema de saúde estadunidense ganharia possibilidades de atender aos pobres (o sistema lá é pior do que o nosso SUS, acredite), o embargo criminoso e ideológico contra Cuba seria revisto e a campanha bélica ganharia um tom menos bárbaro, começando com a retirada de tropas usurpadoras de um Iraque que verdadeiramente não tinha armas químicas e que foi invadido sem o consentimento da ONU (órgão que já não se sabe mais para o quê serve). Não veio esse homem ao Brasil, no entanto.
De promessa de campanha eleitoral, apenas a equiparação de salários entre os homens e as mulheres que exercerem a mesma função, algo que para uma potência econômica era mais do que obrigação. No mais, o Obama que nos visitou foi a personificação da decepção, visto que em pouco - ou nada - se diferencia do brucutu chamado George Bush. Triste, mas real.
De nossa parte, periferia do sistema econômico mundial, cabia o de sempre: se pouco politizados, "babar ovo" para o "superior e avançado"; se muito politizados, protestar contra a forma menosprezadora com que ainda nos tratam e contra mais uma guerra em busca de petróleo e dominação, que é a invasão da Líbia.
Mas o pior de tudo estaria por vir. O que assistimos nos dias daquela visita nos assustou. Assim como Obama é uma decepção, tivemos de lamentar a postura de nossa presidenta Dilma Rousseff. Numa atitude subserviente ao presidente do hegemon da vez, Dilma foi conivente com a prisão de vários companheiros de luta contra a dominação e a visão belicista da história. Foram vários os estudantes que tiveram suas cabeças raspadas, suas roupas retiradas e suas vidas aprisionadas em celas comuns, durante o tempo em que Obama esteve no Brasil. Afinal, para a presidenta, outrora presa e torturada pelo mesmo sistema estadunidense - responsável pelas ditaduras em toda a América Latina, incluindo a vergonhosa que tomou nosso país -, não foi problema fazer com os estudantes do Rio de Janeiro o que fizeram com ela anos atrás.
Por terem protestado contra a visão belicista estadunidense, nossos companheiros tiveram de sofrer, ironia do destino, o mesmo que nossa presidenta sofreu, só que agora com tudo consentido pela própria presidenta! O que vemos, pois, é que quem é torturado não esquece jamais. Ou entra em parafuso, lutando como louco para sobreviver aos fantasmas que tais abusos trazem, ou aprendem as nefastas técnicas para utilizá-las tempos depois. A última opção, tristemente, aconteceu com nossa Dilma Rousseff, a quem também dei meu voto, pois, como os estadunidenses, acreditei na farsa de que, sim, nós podemos.
Num mundo individualista e baseado na força de Mamon, o deus dinheiro, nós não podemos e, definitivamente, não temos muita força nem para apoiar o movimento Tortura Nunca Mais, pois aqui, tristemente, e tal como nos Estados Unidos, tortura nunca é demais.
Na campanha eleitoral estadunidense o mundo ficou surpreso; parecia que, enfim, teríamos um hegemon presidido por alguém que olhava para questões preteridas pelos EUA há tempos. Na cabeça ingênua de gente comum que acompanha o sistema político internacional, o absurdo chamado Guantánamo seria enfim fechado, o sistema de saúde estadunidense ganharia possibilidades de atender aos pobres (o sistema lá é pior do que o nosso SUS, acredite), o embargo criminoso e ideológico contra Cuba seria revisto e a campanha bélica ganharia um tom menos bárbaro, começando com a retirada de tropas usurpadoras de um Iraque que verdadeiramente não tinha armas químicas e que foi invadido sem o consentimento da ONU (órgão que já não se sabe mais para o quê serve). Não veio esse homem ao Brasil, no entanto.
De promessa de campanha eleitoral, apenas a equiparação de salários entre os homens e as mulheres que exercerem a mesma função, algo que para uma potência econômica era mais do que obrigação. No mais, o Obama que nos visitou foi a personificação da decepção, visto que em pouco - ou nada - se diferencia do brucutu chamado George Bush. Triste, mas real.
De nossa parte, periferia do sistema econômico mundial, cabia o de sempre: se pouco politizados, "babar ovo" para o "superior e avançado"; se muito politizados, protestar contra a forma menosprezadora com que ainda nos tratam e contra mais uma guerra em busca de petróleo e dominação, que é a invasão da Líbia.
Mas o pior de tudo estaria por vir. O que assistimos nos dias daquela visita nos assustou. Assim como Obama é uma decepção, tivemos de lamentar a postura de nossa presidenta Dilma Rousseff. Numa atitude subserviente ao presidente do hegemon da vez, Dilma foi conivente com a prisão de vários companheiros de luta contra a dominação e a visão belicista da história. Foram vários os estudantes que tiveram suas cabeças raspadas, suas roupas retiradas e suas vidas aprisionadas em celas comuns, durante o tempo em que Obama esteve no Brasil. Afinal, para a presidenta, outrora presa e torturada pelo mesmo sistema estadunidense - responsável pelas ditaduras em toda a América Latina, incluindo a vergonhosa que tomou nosso país -, não foi problema fazer com os estudantes do Rio de Janeiro o que fizeram com ela anos atrás.
Por terem protestado contra a visão belicista estadunidense, nossos companheiros tiveram de sofrer, ironia do destino, o mesmo que nossa presidenta sofreu, só que agora com tudo consentido pela própria presidenta! O que vemos, pois, é que quem é torturado não esquece jamais. Ou entra em parafuso, lutando como louco para sobreviver aos fantasmas que tais abusos trazem, ou aprendem as nefastas técnicas para utilizá-las tempos depois. A última opção, tristemente, aconteceu com nossa Dilma Rousseff, a quem também dei meu voto, pois, como os estadunidenses, acreditei na farsa de que, sim, nós podemos.
Num mundo individualista e baseado na força de Mamon, o deus dinheiro, nós não podemos e, definitivamente, não temos muita força nem para apoiar o movimento Tortura Nunca Mais, pois aqui, tristemente, e tal como nos Estados Unidos, tortura nunca é demais.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Sabedoria Popular
Alguém disse: "Não importa o quanto você bata, mas sim o quanto aguenta apanhar e continuar... O quanto pode suportar e seguir em frente. Esses são os vencedores na grande batalha da vida.
Justin Bieber está entre as 100 pessoas mais influentes do mundo
Agora sejam sinceros e me respondam: "Onde nós vamos parar?"
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Se fosse o Lula, era o ex-presidente cachaceiro, mas como é do PSDB a "mídia" não dá a atenção merecida.
Ah, se fosse o Lula. O Jabour taba babando na tela, chamando-o de cachaceiro, e o Mainardi, do alto de sua nobreza, discorrendo sobre o caráter fora-da-lei do analfabeto... Mas é o Aécio (Neves), é ("o" senador) do PSDB, de modo que a mídia (Globo, Veja, Filha, Estadão, CBN), se divulgarem, antes pedirão desculpas, e, com caras de desolação, farão "seu papel"... Foi mal, chefe...
Só o Serra deve estar fazendo as contas para ver se esse episódio, afinal, não lhe rende uns frutos para 2014...
Só o Serra deve estar fazendo as contas para ver se esse episódio, afinal, não lhe rende uns frutos para 2014...
domingo, 3 de abril de 2011
A GRAÇA É UMA FORMA DE RESPIRAR
Como viver a graça, a graça de Deus em nossas vidas?
Imaginemos uma música: quando toca, ela produz uma atmosfera que começamos a respirar, sem notarmos. Graça é o ar que respiramos, naturalmente.
Imaginemos um balão de ar onde caibamos. Imaginemos que o ar deste balão seja soprado por Deus. Graça é o ar que vem dos pulmões de Deus, para respirarmos.
Imaginemos que estamos assistindo a uma exibição de skatistas profissionais numa rampa oficial. Olhamos e desfrutamos pouco. Outros olham e se maravilham. Nosso problema, nesse caso, é que não conhecemos as regras, o que torna sem graça as coisas. Para desfrutar da graça com plenitude, precisamos, por assim dizer, conhecer suas regras.
Para ouvir a música de Deus, precisamos ter interesse por Deus. A primeira regra é: goste da graça.
Para respirar a atmosfera de Deus, precisamos pensar com a mente de Deus. A segunda regra é: leia e medite a Palavra de Deus, a Bíblia.
Para que a graça seja natural em nós, precisamos ver as pessoas como Deus as vê, escutar as pessoas como Deus as escuta, considerar a vida como Deus a considera.
A graça é outro ar. A graça de Deus é outra atmosfera.
É na graça de Deus que devemos respirar.
Imaginemos uma música: quando toca, ela produz uma atmosfera que começamos a respirar, sem notarmos. Graça é o ar que respiramos, naturalmente.
Imaginemos um balão de ar onde caibamos. Imaginemos que o ar deste balão seja soprado por Deus. Graça é o ar que vem dos pulmões de Deus, para respirarmos.
Imaginemos que estamos assistindo a uma exibição de skatistas profissionais numa rampa oficial. Olhamos e desfrutamos pouco. Outros olham e se maravilham. Nosso problema, nesse caso, é que não conhecemos as regras, o que torna sem graça as coisas. Para desfrutar da graça com plenitude, precisamos, por assim dizer, conhecer suas regras.
Para ouvir a música de Deus, precisamos ter interesse por Deus. A primeira regra é: goste da graça.
Para respirar a atmosfera de Deus, precisamos pensar com a mente de Deus. A segunda regra é: leia e medite a Palavra de Deus, a Bíblia.
Para que a graça seja natural em nós, precisamos ver as pessoas como Deus as vê, escutar as pessoas como Deus as escuta, considerar a vida como Deus a considera.
A graça é outro ar. A graça de Deus é outra atmosfera.
É na graça de Deus que devemos respirar.
ONDE ESTÁ DEUS? UMA RESPOSTA
Onde está Deus quando desastres naturais provocam mortes às centenas?
Deus está nas leis da natureza, desde quando a criou para seguir seu curso em nossa humana companhia.
Deus não está com aqueles que persistem em ignorar as regras que regem os sistemas naturais.
Deus está nas pessoas que cuidam da terra como um jardim a cultivar com carinho.
Deus não está com as pessoas que olham a terra como um tesouro a ser cegamente explorado.
Deus está nas pessoas solidárias que deixam seus confortos para compartilhar interesses, afetos e bens com os sobreviventes.
Deus não está com as pessoas que não se movem para socorrer, apoiar e fortalecer aqueles que perderam pessoas e posses.
Deus está nas leis da natureza, desde quando a criou para seguir seu curso em nossa humana companhia.
Deus não está com aqueles que persistem em ignorar as regras que regem os sistemas naturais.
Deus está nas pessoas que cuidam da terra como um jardim a cultivar com carinho.
Deus não está com as pessoas que olham a terra como um tesouro a ser cegamente explorado.
Deus está nas pessoas solidárias que deixam seus confortos para compartilhar interesses, afetos e bens com os sobreviventes.
Deus não está com as pessoas que não se movem para socorrer, apoiar e fortalecer aqueles que perderam pessoas e posses.
sábado, 2 de abril de 2011
O DEUS QUE CONHECE OS SEGREDOS DOS CORAÇÕES
Textos para meditação: Salmo 19 e Romanos 10.
Só Deus conhece as pessoas. Ninguém mais. O que acontece entre um ser humano e Deus é sempre um mistério.
Quem crê no Evangelho pode andar com a segurança da vida eterna, pois conheceu e creu. Esta é a segurança.
Quem não ficou sabendo, Deus sabe, entretanto, do que tal pessoa soube. E isto é o que interessa. Deus sabe. E Deus é bom.
E como Jesus é a verdadeira luz que vinda ao mundo ilumina a todo homem, esse assunto pertence a Deus. Somente Ele sabe onde a Luz brilhou.
Quem passa no caminho das Boas Novas e crê, recebe o benefício de andar pacificado e consciente—em fé—de que ele mesmo já está reconciliado com Deus; visto que Deus estava em Cristo reconciliando o mundo consigo mesmo.
Digo isto porque confundimos o Evangelho de Jesus com a pregação da religião, ou com o testemunho dos homens.
O Evangelho é de Deus, e não dos homens. O evangelho é para os homens, mas não pertence a ninguém na Terra.
Assim, indo...anuncio a Boa Nova a toda criatura; quem crê, vive em paz; quem não crê, não é quem “não aceita a Cristo”, necessariamente; pois, muitas vezes as pessoas ouvem e rejeitam não a mensagem, mas a estranha mistura entre o que seria a mensagem e as embalagens dos mensageiro; e que para a maioria das pessoas parece não se diferenciar da mensagem; visto que boa parte do que nós chamamos de pregação da Palavra, nada mais é que pregação do Cristianismo. E o Cristianismo é um fenômeno humano de natureza político-econômico-religiosa. Portanto, um partido.
Assim, o Cristianismo é apenas uma religião como qualquer outra da Terra.
Somente Jesus sabe quem se abriu e quem se fechou para Ele.
A rejeição ao Cristianismo não é rejeição a Cristo.
Jesus é Sumo-Sacerdote segundo a ordem de Melquizedeque; portanto, é salvador não apenas dos descendentes de Abraão ou dos cristãos—pois o próprio Abraão reconheceu que Melquizedeque lhe era superior—; mas é salvador de todo ser humano para quem Deus decidir que as Suas Boas Novas devam ser aplicadas. Seja entre judeus, índios ou americanos.
É meu privilégio pregar o Evangelho. O que me deu vida eu quero que dê vida a todos também. É mandamento de Jesus. É meu prazer dizer ao mundo quem Ele é para cada criatura.
No entanto, eu sei que Deus trabalha até agora...
Sei que o Espírito sopra onde quer. Sei que a verdadeira luz ilumina a todo homem. Sei que o amor de Deus constrange corações em todas partes da Terra. Sei que Ele conhece os corações; e que Ele é amor.
E, sobretudo, eu creio que Ele é soberano e que Sua majestade é pura Graça.
De fato, o que aqui confesso é que há estrelas, jumentos, defuntos, recém-nascidos, galinhas, anjos, ventos, arcanjos, saraivadas, serafins, pregadores, querubins, uirapurus, trombetas, luares, cornetas, chuvas finas, e profecias; olhares, esturros, sussurros e berros; burros, e águias; homens e abelhas; cultos e tragédias; loucuras e sabedorias; e tudo mais que existe, gritando a voz de Deus, e chamando a todos os que habitam sobre a Terra, para que ouçam a voz do anjo que voa pelo meio do céu, e que tem “um evangelho eterno para pregar”, e que diz:
Temei a Deus, e dai-lhe glória; sim, a Ele que criou o céu, a terra, os mares e as fontes das águas.
Minha oração é para que as pedras clamem, os galos cantem, os jumentos falem, as estrelas andem pelo céu, e as muitas águas declarem a Sua Voz.
Meu clamor é para que nossas noites sejam visitadas por sonhos, e que Deus mesmo nos fale e nos ensine o que nos revelou.
Minha esperança é que a Escritura vire Palavra, e a alma não tente se fartar de letras, mas sim do espírito.
Meu desejo, de todo o coração, é que por toda terra se faça ouvir a Sua voz, e as suas palavras até os confins do mundo.
Só Deus conhece as pessoas. Ninguém mais. O que acontece entre um ser humano e Deus é sempre um mistério.
Quem crê no Evangelho pode andar com a segurança da vida eterna, pois conheceu e creu. Esta é a segurança.
Quem não ficou sabendo, Deus sabe, entretanto, do que tal pessoa soube. E isto é o que interessa. Deus sabe. E Deus é bom.
E como Jesus é a verdadeira luz que vinda ao mundo ilumina a todo homem, esse assunto pertence a Deus. Somente Ele sabe onde a Luz brilhou.
Quem passa no caminho das Boas Novas e crê, recebe o benefício de andar pacificado e consciente—em fé—de que ele mesmo já está reconciliado com Deus; visto que Deus estava em Cristo reconciliando o mundo consigo mesmo.
Digo isto porque confundimos o Evangelho de Jesus com a pregação da religião, ou com o testemunho dos homens.
O Evangelho é de Deus, e não dos homens. O evangelho é para os homens, mas não pertence a ninguém na Terra.
Assim, indo...anuncio a Boa Nova a toda criatura; quem crê, vive em paz; quem não crê, não é quem “não aceita a Cristo”, necessariamente; pois, muitas vezes as pessoas ouvem e rejeitam não a mensagem, mas a estranha mistura entre o que seria a mensagem e as embalagens dos mensageiro; e que para a maioria das pessoas parece não se diferenciar da mensagem; visto que boa parte do que nós chamamos de pregação da Palavra, nada mais é que pregação do Cristianismo. E o Cristianismo é um fenômeno humano de natureza político-econômico-religiosa. Portanto, um partido.
Assim, o Cristianismo é apenas uma religião como qualquer outra da Terra.
Somente Jesus sabe quem se abriu e quem se fechou para Ele.
A rejeição ao Cristianismo não é rejeição a Cristo.
Jesus é Sumo-Sacerdote segundo a ordem de Melquizedeque; portanto, é salvador não apenas dos descendentes de Abraão ou dos cristãos—pois o próprio Abraão reconheceu que Melquizedeque lhe era superior—; mas é salvador de todo ser humano para quem Deus decidir que as Suas Boas Novas devam ser aplicadas. Seja entre judeus, índios ou americanos.
É meu privilégio pregar o Evangelho. O que me deu vida eu quero que dê vida a todos também. É mandamento de Jesus. É meu prazer dizer ao mundo quem Ele é para cada criatura.
No entanto, eu sei que Deus trabalha até agora...
Sei que o Espírito sopra onde quer. Sei que a verdadeira luz ilumina a todo homem. Sei que o amor de Deus constrange corações em todas partes da Terra. Sei que Ele conhece os corações; e que Ele é amor.
E, sobretudo, eu creio que Ele é soberano e que Sua majestade é pura Graça.
De fato, o que aqui confesso é que há estrelas, jumentos, defuntos, recém-nascidos, galinhas, anjos, ventos, arcanjos, saraivadas, serafins, pregadores, querubins, uirapurus, trombetas, luares, cornetas, chuvas finas, e profecias; olhares, esturros, sussurros e berros; burros, e águias; homens e abelhas; cultos e tragédias; loucuras e sabedorias; e tudo mais que existe, gritando a voz de Deus, e chamando a todos os que habitam sobre a Terra, para que ouçam a voz do anjo que voa pelo meio do céu, e que tem “um evangelho eterno para pregar”, e que diz:
Temei a Deus, e dai-lhe glória; sim, a Ele que criou o céu, a terra, os mares e as fontes das águas.
Minha oração é para que as pedras clamem, os galos cantem, os jumentos falem, as estrelas andem pelo céu, e as muitas águas declarem a Sua Voz.
Meu clamor é para que nossas noites sejam visitadas por sonhos, e que Deus mesmo nos fale e nos ensine o que nos revelou.
Minha esperança é que a Escritura vire Palavra, e a alma não tente se fartar de letras, mas sim do espírito.
Meu desejo, de todo o coração, é que por toda terra se faça ouvir a Sua voz, e as suas palavras até os confins do mundo.
NADA SABENDO, MAS ENTENDENDO TUDO!
Jesus disse que a revelação do Pai acerca do Reino de Deus, era dada aos pequeninos, aos simples, aos ensináveis na pureza, aos capazes da emoção, aos sem deuses na alma, aos que buscam a paz, aos que não se vergam ante a perseguição, e nem temem a justiça injusta, pois, preferem ser os marginais da vida, a estarem num centro de poder que seja poder da morte, ou daquilo que faz matar a alma daquele que o pratica.
Então Ele diz que os sábios, os entendidos, os escribas, os senhores do saber; tanto religioso, quanto ético, estético, filosófico, político; ou ainda que seja uma suprema inteligência; justamente por tais poderes, a maioria não O conheceu; pois creram tanto no saber que aprende, que se deixaram apreender no aprender, e por isso não conheceram o tipo de saber que só conhecem os humildes; pois deram tanta importância aos seus próprios pensamentos e lógicas, que não se entregaram às asas do imponderável; pois eram tão conscientes do que era justo, que não perceberam que a justiça é singular, e não se deixa produzir em série; pois eram tão ávidos de conhecimento que vieram a esquecer da Fonte de Todo Saber; pois julgaram tanto que eram elevados pela via da elevação de seus próprios valores e interesses, que perderam o simples valor de ser, que é amar.
Assim...
Bem-aventurado seja todo aquele que aprenda sem saber; que cresça sem parar; que pare sem ficar; que trabalhe no descansar; que descanse no seu trabalhar; que faça a paz em seu andar; que perdoe sem se vangloriar; que vença sem declarar; que se levante sem em ninguém pisar; que faça orações que só o Pai conheça; que dê ofertas e faça favores que fiquem ocultos até de sua própria memória auto-meritória; e que veja a Deus em cada carinha humana da Terra; bem como em todos os seres vivos; e em toda a criação.
Então Ele diz que os sábios, os entendidos, os escribas, os senhores do saber; tanto religioso, quanto ético, estético, filosófico, político; ou ainda que seja uma suprema inteligência; justamente por tais poderes, a maioria não O conheceu; pois creram tanto no saber que aprende, que se deixaram apreender no aprender, e por isso não conheceram o tipo de saber que só conhecem os humildes; pois deram tanta importância aos seus próprios pensamentos e lógicas, que não se entregaram às asas do imponderável; pois eram tão conscientes do que era justo, que não perceberam que a justiça é singular, e não se deixa produzir em série; pois eram tão ávidos de conhecimento que vieram a esquecer da Fonte de Todo Saber; pois julgaram tanto que eram elevados pela via da elevação de seus próprios valores e interesses, que perderam o simples valor de ser, que é amar.
Assim...
Bem-aventurado seja todo aquele que aprenda sem saber; que cresça sem parar; que pare sem ficar; que trabalhe no descansar; que descanse no seu trabalhar; que faça a paz em seu andar; que perdoe sem se vangloriar; que vença sem declarar; que se levante sem em ninguém pisar; que faça orações que só o Pai conheça; que dê ofertas e faça favores que fiquem ocultos até de sua própria memória auto-meritória; e que veja a Deus em cada carinha humana da Terra; bem como em todos os seres vivos; e em toda a criação.
O OLHAR HUMANO ESTÁ ACABANDO COM O MUNDO — um caso de mal olhar coletivo!
Quando Jesus disse que os olhos são as lâmpadas do corpo, Ele estava também dizendo que o bom olhar muda a realidade de contingência físico-temporal, para a dimensão da sensorialidade serena, embora os fatos do conjunto do real possam ser ruins aos nossos “sentidos coletivos”.
O olhar muda em nós o significado do objeto que se observa, fazendo dele ou nossa vítima ou nosso irmão.
Ao se olhar para uma pedra se pode ver apenas um conjunto de massa; ou uma obra de arte natural, para uns; ou obra divina na natureza, para outros.
A pedra, no entanto, muda conforme o olhar, ainda que não se altere ante a grotesca observação do globo ocular.
Todas as coisas existem no coração de quem as vê, e conforme as vê. Do lado de fora existem fenômenos altamente mutantes ante a perspectiva dos olhares.
Mesmo a realidade mais esmagadora, ainda assim é vista de modo distinto dependendo do olhar.
Uma pessoa lê no Apocalipse que as estrelas cairão do céu, que coisas chocantes como montanhas estelares se chocarão com a Terra, e que toda sorte de male sobrevirão, e, dependendo de seu olhar, ele verá o fim da civilização humana, ou, poderá ver novo céu e nova terra nos quais habita a justiça.
O olhar é a visão do espírito. E, ao mesmo tempo, é a projeção do espírito humano sobre as coisas.
Ora, o espírito atua sobre todas as coisas, das partículas subatômicas às galáxias e buracos negros.
É o conjunto do olhar humano ou dos olhares das criaturas capazes de interpretar, aquilo que constitui a realidade como fenômeno comum do ponto de vista físico-grotesco.
É o olhar do homem projetado sobre o mundo, a Terra, o Universo, e sobre Deus, aquilo que cria a realidade prevalente na experiência comum da humanidade.
A natureza geme mesmo, e sente muito mais o que está acontecendo ao conjunto da realidade do que os homens sequer conseguem discernir em si mesmos.
Como disse o profeta Oséias, as ações de ódio, de engano e traição, de roubos e raptos, de arrombamentos e de tirania, de hipocrisia e de manipulação, faziam a natureza sofrer com a dessintonia humana, a ponto de serem atingidas as criaturas que voam, as que vivem no chão, e as que povoam as águas [Oséias 4:1-9].
O mundo reflete exatamente a soma do olhar humano.
Você pode ver o mundo com um olhar de luz em razão do amor; o mundo, porém, será moldado pela soma dos olhares prevalentes. Apesar disso, o seu mundo pode ser outro dentro de você. E se a maioria tivesse um mundo interior governado pelo olhar do amor como você, então, a realidade toda se faria moldar conforme a prevalência dos olhares do amor.
O mundo é feito de olhares, os quais são também pensamentos. Pensamentos fazem a ponte entre o olhar e a construção do olhar como algo transmissível como impressão da realidade.
O olhar é olhar mesmo no cego. Esse olhar é espírito. Esse olhar é inevitável. Esse olhar é o ser e sua manifestação como interprete da vida e legislador de pensamentos que se tornarão em atitudes que se expressarão como atos e ações.
Por isso Jesus disse que quando aquilo que deveria ser a luz do homem [o seu olhar em amor e gratidão] torna-se treva e lixo, o ser do homem se torna um movimento de treva e de poluição sobre a Terra.
Não existe mudança da realidade sem mudança do olhar humano. Por isso não adianta converter um homem de uma religião para outra e de um deus para outro, se seu olhar essencial não for alterado pelo olhar de amor e fé.
Coisas que um dia foram ruins, porém, em razão de certo olhar-sentir foram experimentadas como boas, podem [em sendo mudado o olhar do observador acerca de tais experiências anteriores] reaparecer ante seus olhos como realidade inaceitável, mesmo que de fato, agora, as coisas ou pessoas, já não sejam as mesmas, pois tenham ficado melhores do que antes, quando eram apreciadas como “boas”. E assim será porque um olhar fixado desde um tempo ruim e de frustração, já não consegue ver que nós não mudamos nosso olhar, mas o “objeto” de nosso olhar imutável mudou; e, assim, está sendo visto como de fato já não é. Mas para aquele que pensa ver, a coisa ou pessoa é conforme o seu olhar.
É por isso que tenho que dizer que o olhar humano está matando a vida. Pois, o olhar do homem é mais de morte do que de vida. O medo da morte não o deixa ver a vida senão como um tempo de saque em razão da imutabilidade do fato da morte.
O olhar que é luz, é capaz de enxergar sem deixar de crer quando vê o fruto do arrependimento ou apenas em razão de que o olhar da vida sempre vê vida em tudo, portanto, vivificando até mesmo a experiência do morrer.
O olhar que é luz no ser, vence as antipatias, e passa ver o antagonismo ignorante com muita misericórdia, e a oposição inimiga, desarmada pela desimportância que dermos às suas loucas propostas de guerra e morte.
Quando Jesus disse aos discípulos que ao entrarem numa casa devem abençoar com paz o lugar a fim de verem quem é “filho da paz” no lugar, Ele estava falando a mesma coisa. Ou seja: que os filhos do olhar de luz sempre se reconhecem.
É a soma desses olhares de homens gente boa de Deus aquilo que hoje, pela força do Espírito da Graça, detém o crescimento avassalador do mal na Terra. Porém, como a iniqüidade se multiplica nos olhares, o amor de esfria no olhar de outros muitos, e que antes viam a vida com o olhar da vida, que é amor.
Pense: aos seus olhos como é a vida? O que você vê? Como você vê?
Afinal, não adiante reclamar do mau no mundo se seus olhos não forem bons.
Nele, que é Aquele por cujo olhar de amor a vida ainda é possível,
O olhar muda em nós o significado do objeto que se observa, fazendo dele ou nossa vítima ou nosso irmão.
Ao se olhar para uma pedra se pode ver apenas um conjunto de massa; ou uma obra de arte natural, para uns; ou obra divina na natureza, para outros.
A pedra, no entanto, muda conforme o olhar, ainda que não se altere ante a grotesca observação do globo ocular.
Todas as coisas existem no coração de quem as vê, e conforme as vê. Do lado de fora existem fenômenos altamente mutantes ante a perspectiva dos olhares.
Mesmo a realidade mais esmagadora, ainda assim é vista de modo distinto dependendo do olhar.
Uma pessoa lê no Apocalipse que as estrelas cairão do céu, que coisas chocantes como montanhas estelares se chocarão com a Terra, e que toda sorte de male sobrevirão, e, dependendo de seu olhar, ele verá o fim da civilização humana, ou, poderá ver novo céu e nova terra nos quais habita a justiça.
O olhar é a visão do espírito. E, ao mesmo tempo, é a projeção do espírito humano sobre as coisas.
Ora, o espírito atua sobre todas as coisas, das partículas subatômicas às galáxias e buracos negros.
É o conjunto do olhar humano ou dos olhares das criaturas capazes de interpretar, aquilo que constitui a realidade como fenômeno comum do ponto de vista físico-grotesco.
É o olhar do homem projetado sobre o mundo, a Terra, o Universo, e sobre Deus, aquilo que cria a realidade prevalente na experiência comum da humanidade.
A natureza geme mesmo, e sente muito mais o que está acontecendo ao conjunto da realidade do que os homens sequer conseguem discernir em si mesmos.
Como disse o profeta Oséias, as ações de ódio, de engano e traição, de roubos e raptos, de arrombamentos e de tirania, de hipocrisia e de manipulação, faziam a natureza sofrer com a dessintonia humana, a ponto de serem atingidas as criaturas que voam, as que vivem no chão, e as que povoam as águas [Oséias 4:1-9].
O mundo reflete exatamente a soma do olhar humano.
Você pode ver o mundo com um olhar de luz em razão do amor; o mundo, porém, será moldado pela soma dos olhares prevalentes. Apesar disso, o seu mundo pode ser outro dentro de você. E se a maioria tivesse um mundo interior governado pelo olhar do amor como você, então, a realidade toda se faria moldar conforme a prevalência dos olhares do amor.
O mundo é feito de olhares, os quais são também pensamentos. Pensamentos fazem a ponte entre o olhar e a construção do olhar como algo transmissível como impressão da realidade.
O olhar é olhar mesmo no cego. Esse olhar é espírito. Esse olhar é inevitável. Esse olhar é o ser e sua manifestação como interprete da vida e legislador de pensamentos que se tornarão em atitudes que se expressarão como atos e ações.
Por isso Jesus disse que quando aquilo que deveria ser a luz do homem [o seu olhar em amor e gratidão] torna-se treva e lixo, o ser do homem se torna um movimento de treva e de poluição sobre a Terra.
Não existe mudança da realidade sem mudança do olhar humano. Por isso não adianta converter um homem de uma religião para outra e de um deus para outro, se seu olhar essencial não for alterado pelo olhar de amor e fé.
Coisas que um dia foram ruins, porém, em razão de certo olhar-sentir foram experimentadas como boas, podem [em sendo mudado o olhar do observador acerca de tais experiências anteriores] reaparecer ante seus olhos como realidade inaceitável, mesmo que de fato, agora, as coisas ou pessoas, já não sejam as mesmas, pois tenham ficado melhores do que antes, quando eram apreciadas como “boas”. E assim será porque um olhar fixado desde um tempo ruim e de frustração, já não consegue ver que nós não mudamos nosso olhar, mas o “objeto” de nosso olhar imutável mudou; e, assim, está sendo visto como de fato já não é. Mas para aquele que pensa ver, a coisa ou pessoa é conforme o seu olhar.
É por isso que tenho que dizer que o olhar humano está matando a vida. Pois, o olhar do homem é mais de morte do que de vida. O medo da morte não o deixa ver a vida senão como um tempo de saque em razão da imutabilidade do fato da morte.
O olhar que é luz, é capaz de enxergar sem deixar de crer quando vê o fruto do arrependimento ou apenas em razão de que o olhar da vida sempre vê vida em tudo, portanto, vivificando até mesmo a experiência do morrer.
O olhar que é luz no ser, vence as antipatias, e passa ver o antagonismo ignorante com muita misericórdia, e a oposição inimiga, desarmada pela desimportância que dermos às suas loucas propostas de guerra e morte.
Quando Jesus disse aos discípulos que ao entrarem numa casa devem abençoar com paz o lugar a fim de verem quem é “filho da paz” no lugar, Ele estava falando a mesma coisa. Ou seja: que os filhos do olhar de luz sempre se reconhecem.
É a soma desses olhares de homens gente boa de Deus aquilo que hoje, pela força do Espírito da Graça, detém o crescimento avassalador do mal na Terra. Porém, como a iniqüidade se multiplica nos olhares, o amor de esfria no olhar de outros muitos, e que antes viam a vida com o olhar da vida, que é amor.
Pense: aos seus olhos como é a vida? O que você vê? Como você vê?
Afinal, não adiante reclamar do mau no mundo se seus olhos não forem bons.
Nele, que é Aquele por cujo olhar de amor a vida ainda é possível,
O REINO É SIMPLES!
Artigo 1 – Fica decretado que agora não há mais nenhuma condenação para quem está em Jesus, pois, o Espírito da Vida em Cristo, livra o homem de toda culpa para sempre.
Artigo 2 – Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive os Sábados e Domingos, carregam consigo o amanhecer do Dia Chamado Hoje, por isso qualquer homem terá sempre mais valor que as obrigações de qualquer religião.
Artigo 3 – Fica decretado que a partir deste momento haverá videiras, e que seus vinhos podem ser bebidos; olivais, e que com seus azeites todos podem ser ungidos; mangueiras e mangas de todos os tipos, e que com elas todo homem pode se lambuzar.
Parágrafo do Momento: Todas as flores serão de esperança; pois que todas as cores, inclusive o preto, serão cores de esperança ante o olhar de quem souber apreciar. Nenhuma cor simbolizará mais o bem ou o mal, mas apenas seu próprio tom, pois, o que daí passar estará sempre no olhar de quem vê.
Artigo 4 – Fica decretado que o homem não julgará mais o homem, e que cada um respeitará seu próximo como o Rio Negro respeita suas diferenças com o Solimões, visto que com ele se encontra para correrem juntos o mesmo curso até o encontro com o Mar.
Parágrafo que nada pára: O homem dará liberdade ao homem assim como a águia dá liberdade para seu filhote voar.
Artigo 5 – Fica decretado que os homens estão livres e que nunca mais nenhum homem será diferente de outro homem por causa de qualquer Causa. Todas as mordaças serão transformadas em ataduras para que sejam curadas as feridas provocadas pela tirania do silencio. A alegria do homem será o prazer de ser quem é para Aquele que o fez, e para todo aquele que encontre em seu caminhar.
Artigo 6 – Fica ordenado, por mais tempo que o tempo possa medir, que todos os povos da Terra serão um só povo, e que todos trarão as oferendas da Gratidão para a Praça da Nova Jerusalém.
Artigo 7 – Pelas virtudes da Cruz fica estabelecido que mesmo o mais injusto dos homens que se arrependa de seus maus caminhos, terá acesso à Arvore da Vida, por suas folhas será curado, e dela se alimentará por toda a eternidade.
Artigo 8 – Está decretado que pela força da Ressurreição nunca mais nenhum homem apresentará a Deus a culpa de outro homem, rogando com ódio as bênçãos da maldição. Pois todo escrito de dívidas que havia contra o homem foi rasgado, e assustados para sempre ficaram os acusadores da maldade.
Parágrafo único: Cada um aprenderá a cuidar em paz de seu próprio coração.
Artigo 9 – Fica permanentemente esclarecido, com a Luz do Sol da Justiça, que somente Deus sabe o que se passa na alma de um homem. Portanto, cada consciência saiba de si mesma diante de Deus, pois para sempre todas as coisas são lícitas, e a sabedoria será sempre saber o que convém.
Artigo 10 – Fica avisado ao mundo que os únicos trajes que vestem bem o homem diante de Deus não são feitos com pano, mas com Sangue; e que os que se vestem com as Roupas do Sangue estão cobertos mesmo quando andam nus.
Parágrafo certo: A única nudez que será castigada será a da presunção daquele que se pensa por si mesmo vestido.
Artigo 11 – Fica para sempre discernido como verdade que nada é belo sem amor, e que o olhar de quem não ama jamais enxergará qualquer beleza em nenhum lugar, nem mesmo no Paraíso ou no fundo do Mar.
Artigo 12 – Está permanentemente decretado o convívio entre todos os seres, por isso, nada é feio, nem mesmo fazer amizades com gorilas ou chamar de minha amiga a sucuri dos igapós. Até a “comigo ninguém pode” está liberta para ser somente a bela planta que é.
Parágrafo da vida: Uma única coisa está para sempre proibida: tentar ser quem não se é.
Artigo 13 – Fica ordenado que nunca mais se oferecerá nenhuma Graça em troca de nada, e que o dinheiro perderá qualquer importância nos cultos do homem. Os gasofilácios se transformarão em baús de boas recordações; e todo dinheiro em circulação será passado com tanta leveza e bondade que a mão esquerda não ficará sabendo o que a direita fez com ele.
Artigo 14 – Fica estabelecido que todo aquele que mentir em nome de Deus vomitará suas próprias mentiras, e delas se alimentará como o camelo, até que decida apenas glorificar a Deus com a verdade do coração.
Artigo 15 – Nunca mais ninguém usará a frase “Deus pensa”, pois, de uma vez e para sempre, está estabelecido que o homem não sabe o que Deus pensa.
Artigo 16 – Estabelecido está que a Palavra de Deus não pode ser nem comprada e nem vendida, pois cada um aprenderá que a Palavra é livre como o Vento e poderosa como o Mar.
Artigo 17 – Permite-se para sempre que onde quer que dois ou três invoquem o Nome em harmonia, nesse lugar nasça uma Catedral, mesmo que esteja coberta pelas folhas de um bananal.
Artigo 18 – Fica proibido o uso do Nome de Jesus por qualquer homem que o faça para exercer poder sobre seu próximo; e que melhor que a insinceridade é o silencio. Daqui para frente nenhum homem dirá “o Senhor me falou para dizer isto a ti”, pois, Deus mesmo falará à consciência de cada um. Todos os homens e mulheres que crêem serão iguais, e ninguém jamais demandará do próximo submissão, mas apenas reconhecerá o seu direito de livremente ser e amar.
Artigo 19 – Fica permitido o delírio dos profetas e todas as utopias estão agora instituídas como a mais pura realidade.
Artigo 20 – Amém!
Caio e tantos quantos creiam que uma revolução não precisa ser sem poesia.
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Amados, “nossa tentativa é de experimentar, provar e viver o eterno Vinho Novo em Odres Novos! Isso porque existem muitos Odres Antigos, que são só odres, são só ‘containers’, eles não fazem parte do conteúdo do Evangelho.
O Evangelho é o Vinho, o resto é apenas, generacional, tem a ver com o tempo, com a hora, com a ocasião. Só que nós, cristãos, acabamos institucionalizando o Odre, e o Odre ganhou uma importância tão grande, que a gente briga, mata e morre pelo Odre, mas não tem ninguém interessado com a qualidade do Vinho! E se é assim, nós não estamos aqui para repetir os modelos de Odres que existem, mas estamos pedindo a Deus que não nos falte o conteúdo do Vinho Novo do Evangelho para pacificar o coração de cada um, em nome de Jesus.”
Agora é com todo aquele que crê!
Não adianta brigar contra a Potestade da Religião. Ela se alimenta da briga contra ela. Sim! O ódio a alimenta e a rejeição a fortalece em seus ódios. Assim, é deixá-la! Pois, a única coisa que pode ajudá-la é justamente o ser deixada só.
Quem ama o Senhor, que ame os irmãos; e que não fique reclamando da “igreja”, nem perdendo tempo com ela e sua brigas sem fim, mas, dedique-se a pastorear as ovelhas e cordeiros de Jesus, conforme Ele disse a Pedro que fizesse.
Sim! Quem ama o Senhor e Sua Palavra, reúna os parentes e amigos e comece a adorar a Deus com eles, estudando e crendo na Palavra, orando uns pelos outros, não se intrometendo nas vidas uns dos outros, mas também não permitindo abusos de uns para com os outros, posto que o Caminho é de Graça, Amor e Perdão; e não a espinhenta vereda da disputa, da supremacia e do abuso; posto que a Graça jamais será a Graxa dos descomprometidos.
Se alguém ouvir e crer; e levantar-se para a Vida em nome de Jesus, esse é membro da Doce Revolução.
Ora, só não vê quem não quer. Pois a Figueira está dando todos os sinais de que o Verão está às portas.
Nele, que nos chama a nada que não transforme segundo o Evangelho.
Em amor.
Artigo 2 – Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive os Sábados e Domingos, carregam consigo o amanhecer do Dia Chamado Hoje, por isso qualquer homem terá sempre mais valor que as obrigações de qualquer religião.
Artigo 3 – Fica decretado que a partir deste momento haverá videiras, e que seus vinhos podem ser bebidos; olivais, e que com seus azeites todos podem ser ungidos; mangueiras e mangas de todos os tipos, e que com elas todo homem pode se lambuzar.
Parágrafo do Momento: Todas as flores serão de esperança; pois que todas as cores, inclusive o preto, serão cores de esperança ante o olhar de quem souber apreciar. Nenhuma cor simbolizará mais o bem ou o mal, mas apenas seu próprio tom, pois, o que daí passar estará sempre no olhar de quem vê.
Artigo 4 – Fica decretado que o homem não julgará mais o homem, e que cada um respeitará seu próximo como o Rio Negro respeita suas diferenças com o Solimões, visto que com ele se encontra para correrem juntos o mesmo curso até o encontro com o Mar.
Parágrafo que nada pára: O homem dará liberdade ao homem assim como a águia dá liberdade para seu filhote voar.
Artigo 5 – Fica decretado que os homens estão livres e que nunca mais nenhum homem será diferente de outro homem por causa de qualquer Causa. Todas as mordaças serão transformadas em ataduras para que sejam curadas as feridas provocadas pela tirania do silencio. A alegria do homem será o prazer de ser quem é para Aquele que o fez, e para todo aquele que encontre em seu caminhar.
Artigo 6 – Fica ordenado, por mais tempo que o tempo possa medir, que todos os povos da Terra serão um só povo, e que todos trarão as oferendas da Gratidão para a Praça da Nova Jerusalém.
Artigo 7 – Pelas virtudes da Cruz fica estabelecido que mesmo o mais injusto dos homens que se arrependa de seus maus caminhos, terá acesso à Arvore da Vida, por suas folhas será curado, e dela se alimentará por toda a eternidade.
Artigo 8 – Está decretado que pela força da Ressurreição nunca mais nenhum homem apresentará a Deus a culpa de outro homem, rogando com ódio as bênçãos da maldição. Pois todo escrito de dívidas que havia contra o homem foi rasgado, e assustados para sempre ficaram os acusadores da maldade.
Parágrafo único: Cada um aprenderá a cuidar em paz de seu próprio coração.
Artigo 9 – Fica permanentemente esclarecido, com a Luz do Sol da Justiça, que somente Deus sabe o que se passa na alma de um homem. Portanto, cada consciência saiba de si mesma diante de Deus, pois para sempre todas as coisas são lícitas, e a sabedoria será sempre saber o que convém.
Artigo 10 – Fica avisado ao mundo que os únicos trajes que vestem bem o homem diante de Deus não são feitos com pano, mas com Sangue; e que os que se vestem com as Roupas do Sangue estão cobertos mesmo quando andam nus.
Parágrafo certo: A única nudez que será castigada será a da presunção daquele que se pensa por si mesmo vestido.
Artigo 11 – Fica para sempre discernido como verdade que nada é belo sem amor, e que o olhar de quem não ama jamais enxergará qualquer beleza em nenhum lugar, nem mesmo no Paraíso ou no fundo do Mar.
Artigo 12 – Está permanentemente decretado o convívio entre todos os seres, por isso, nada é feio, nem mesmo fazer amizades com gorilas ou chamar de minha amiga a sucuri dos igapós. Até a “comigo ninguém pode” está liberta para ser somente a bela planta que é.
Parágrafo da vida: Uma única coisa está para sempre proibida: tentar ser quem não se é.
Artigo 13 – Fica ordenado que nunca mais se oferecerá nenhuma Graça em troca de nada, e que o dinheiro perderá qualquer importância nos cultos do homem. Os gasofilácios se transformarão em baús de boas recordações; e todo dinheiro em circulação será passado com tanta leveza e bondade que a mão esquerda não ficará sabendo o que a direita fez com ele.
Artigo 14 – Fica estabelecido que todo aquele que mentir em nome de Deus vomitará suas próprias mentiras, e delas se alimentará como o camelo, até que decida apenas glorificar a Deus com a verdade do coração.
Artigo 15 – Nunca mais ninguém usará a frase “Deus pensa”, pois, de uma vez e para sempre, está estabelecido que o homem não sabe o que Deus pensa.
Artigo 16 – Estabelecido está que a Palavra de Deus não pode ser nem comprada e nem vendida, pois cada um aprenderá que a Palavra é livre como o Vento e poderosa como o Mar.
Artigo 17 – Permite-se para sempre que onde quer que dois ou três invoquem o Nome em harmonia, nesse lugar nasça uma Catedral, mesmo que esteja coberta pelas folhas de um bananal.
Artigo 18 – Fica proibido o uso do Nome de Jesus por qualquer homem que o faça para exercer poder sobre seu próximo; e que melhor que a insinceridade é o silencio. Daqui para frente nenhum homem dirá “o Senhor me falou para dizer isto a ti”, pois, Deus mesmo falará à consciência de cada um. Todos os homens e mulheres que crêem serão iguais, e ninguém jamais demandará do próximo submissão, mas apenas reconhecerá o seu direito de livremente ser e amar.
Artigo 19 – Fica permitido o delírio dos profetas e todas as utopias estão agora instituídas como a mais pura realidade.
Artigo 20 – Amém!
Caio e tantos quantos creiam que uma revolução não precisa ser sem poesia.
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Amados, “nossa tentativa é de experimentar, provar e viver o eterno Vinho Novo em Odres Novos! Isso porque existem muitos Odres Antigos, que são só odres, são só ‘containers’, eles não fazem parte do conteúdo do Evangelho.
O Evangelho é o Vinho, o resto é apenas, generacional, tem a ver com o tempo, com a hora, com a ocasião. Só que nós, cristãos, acabamos institucionalizando o Odre, e o Odre ganhou uma importância tão grande, que a gente briga, mata e morre pelo Odre, mas não tem ninguém interessado com a qualidade do Vinho! E se é assim, nós não estamos aqui para repetir os modelos de Odres que existem, mas estamos pedindo a Deus que não nos falte o conteúdo do Vinho Novo do Evangelho para pacificar o coração de cada um, em nome de Jesus.”
Agora é com todo aquele que crê!
Não adianta brigar contra a Potestade da Religião. Ela se alimenta da briga contra ela. Sim! O ódio a alimenta e a rejeição a fortalece em seus ódios. Assim, é deixá-la! Pois, a única coisa que pode ajudá-la é justamente o ser deixada só.
Quem ama o Senhor, que ame os irmãos; e que não fique reclamando da “igreja”, nem perdendo tempo com ela e sua brigas sem fim, mas, dedique-se a pastorear as ovelhas e cordeiros de Jesus, conforme Ele disse a Pedro que fizesse.
Sim! Quem ama o Senhor e Sua Palavra, reúna os parentes e amigos e comece a adorar a Deus com eles, estudando e crendo na Palavra, orando uns pelos outros, não se intrometendo nas vidas uns dos outros, mas também não permitindo abusos de uns para com os outros, posto que o Caminho é de Graça, Amor e Perdão; e não a espinhenta vereda da disputa, da supremacia e do abuso; posto que a Graça jamais será a Graxa dos descomprometidos.
Se alguém ouvir e crer; e levantar-se para a Vida em nome de Jesus, esse é membro da Doce Revolução.
Ora, só não vê quem não quer. Pois a Figueira está dando todos os sinais de que o Verão está às portas.
Nele, que nos chama a nada que não transforme segundo o Evangelho.
Em amor.
TEMA: DESIGREJADOS!!!
Seguem agora dois textos, um a favor, outro contra! Leiam, discutam e comentem! O primeiro, postado no Blog Genizah, de autoria de Hermes Fernandes. Aí vão. E deixa de ser preguiçoso, vê se lê!
DESIGREJADOS SIM, DESVIADOS NÃO!
Hermes C. Fernandes
Acredito ter sido o primeiro a usar a expressão “desigrejados”. Estava em busca de uma palavra que expressasse a condição de muitos cristãos de nossos dias, daí surgiu esse neologismo. Aqui nos Estados Unidos, cunhou-se a expressão “churchless” para designar esta enorme massa de crentes que deixaram os currais denominacionais para servirem a Deus em seu próprio ambiente doméstico. Ser “desigrejado” não é o mesmo que ser “desviado”. O desviado seria aquele que não apenas deixou a igreja, mas afastou-se do próprio Cristo, voltando às práticas pecaminosas que antes dominavam sua vida. Já o desigrejado não pretende afastar-se de Cristo, nem de Seus ensinamentos, mas tão-somente da máquina eclesiástica. Solidarizo-me com os milhões de desigrejados espalhados em nosso País, ainda que eu mesmo não me considere propriamente um. Embora seja bispo de uma igreja sediada no Brasil, tenho experimentado um pouco da sensação de ser desigrejado durante meu exílio aqui nos Estados Unidos. Não deixei de pregar para nossa igreja, ainda que via Skype com freqüência semanal. Até a Ceia tenho celebrado com minha família, com transmissão ao vivo para o Brasil. Nosso povo lá, e nós aqui, todos ao redor da Mesa do Senhor. Embora unidos no espírito, temos estado separados fisicamente por mais de um ano. Temos saudade do calor humano, do cheiro de gente, das atividades da igreja, etc. Creio que esta sensação de exílio tem sido sentida por muitos desigrejados. No meu caso, devido à distância geográfica. Mas para muitos, deve-se a outros fatores, tais como, discordância doutrinária, não conformismo com a maneira em que a igreja tem sido conduzida, etc. Os blogs apololéticos têm servido de púlpito para muitos desses cristãos autênticos, que decidiram não se dobrar ao espírito de Mamom. Eles se alimentam do que neles têm sido postados diariamente. Infelizmente, não dá para dizer o mesmo da maioria dos programas evangélicos veiculados nos canais de TV ou em emissoras de rádio, onde a marca registrada é o proselitismo descarado. Fenômeno semelhante ocorreu durante os dias da igreja primitiva. Houve um êxodo de cristãos que abandonaram o templo em Jerusalém e as sinagogas espalhadas pelo império, para servir a Deus em suas próprias casas. Santuários cristãos só surgiriam séculos depois com a paganização do cristianismo. Os desigrejados não estão abandonando a Igreja, como geralmente se alega, e sim as estruturas denominacionais que se arrogam o direito de se intitular “igreja”. A Igreja de Cristo não é e nunca foi presbiteriana, batista, metodista, pentecostal, episcopal ou coisa parecida. Tais termos designam estruturas eclesiásticas. Isso inclui a denominação que presido. Muitíssimas vezes tenho declarado em nossos cultos: O Reino é muito maior que a REINA (nome de nossa denominação). O problema é que estamos mais preocupados em preservar os odres do que o vinho. As estruturas denominacionais servem como andaimes usados na construção da genuína Igreja. Depois que esta estiver pronta, de nada servirão aquelas. Foram feitas pra acabar. Meu conselho aos desigrejados é que busquem unir-se para cultuar a Deus e dar testemunho do Seu amor. Seu desânimo para com as instituições é justo. Mas não permitam que isso lhes afaste da prática do primeiro amor.
O outro texto, é de Augustus Nicodemus, aí "mermão" aguenta firme! Lá vai...Deixa de ser preguiçoso e lê, vai!
Os Desigrejados
Por Augustus Nicodemus Lopes
Para mim resta pouca dúvida de que a igreja institucional e organizada está hoje no centro de acirradas discussões em praticamente todos os quartéis da cristandade, e mesmo fora dela. O surgimento de milhares de denominações evangélicas, o poderio apostólico de igrejas neopentecostais, a institucionalização e secularização das denominações históricas, a profissionalização do ministério pastoral, a busca de diplomas teológicos reconhecidos pelo estado, a variedade infindável de métodos de crescimento de igrejas, de sucesso pastoral, os escândalos ocorridos nas igrejas, a falta de crescimento das igrejas tradicionais, o fracasso das igrejas emergentes – tudo isto tem levado muitos a se desencantarem com a igreja institucional e organizada. Alguns simplesmente abandonaram a igreja e a fé. Mas, outros, querem abandonar apenas a igreja e manter a fé. Querem ser cristãos, mas sem a igreja. Muitos destes estão apenas decepcionados com a igreja institucional e tentam continuar a ser cristãos sem pertencer ou frequentar nenhuma. Todavia, existem aqueles que, além de não mais frequentarem a igreja, tomaram esta bandeira e passaram a defender abertamente o fracasso total da igreja organizada, a necessidade de um cristianismo sem igreja e a necessidade de sairmos da igreja para podermos encontrar Deus. Estas idéias vêm sendo veiculadas através de livros, palestras e da mídia. Viraram um movimento que cresce a cada dia. São os desigrejados. Muitos livros recentes têm defendido a desigrejação do cristianismo (*). Em linhas gerais, os desigrejados defendem os seguintes pontos.
1) Cristo não deixou qualquer forma de igreja organizada e institucional.
2) Já nos primeiros séculos os cristãos se afastaram dos ensinos de Jesus, organizando-se como uma instituição, a Igreja, criando estruturas, inventando ofícios para substituir os carismas, elaborando hierarquias para proteger e defender a própria instituição, e de tal maneira se organizaram que acabaram deixando Deus de fora. Com a influência da filosofia grega na teologia e a oficialização do cristianismo por Constantino, a igreja corrompeu-se completamente.
3) Apesar da Reforma ter se levantado contra esta corrupção, os protestantes e evangélicos acabaram caindo nos mesmíssimos erros, ao criarem denominações organizadas, sistemas interligados de hierarquia e processos de manutenção do sistema, como a disciplina e a exclusão dos dissidentes, e ao elaborarem confissões de fé, catecismos e declarações de fé, que engessaram a mensagem de Jesus e impediram o livre pensamento teológico.
4) A igreja verdadeira não tem templos, cultos regulares aos domingos, tesouraria, hierarquia, ofícios, ofertas, dízimos, clero oficial, confissões de fé, rol de membros, propriedades, escolas, seminários.
5) De acordo com Jesus, onde estiverem dois ou três que crêem nele, ali está a igreja, pois Cristo está com eles, conforme prometeu em Mateus 18. Assim, se dois ou três amigos cristãos se encontrarem no Frans Café numa sexta a noite para falar sobre as lições espirituais do filme O Livro de Eli, por exemplo, ali é a igreja, não sendo necessário absolutamente mais nada do tipo ir à igreja no domingo ou pertencer a uma igreja organizada.
6) A igreja, como organização humana, tem falhado e caído em muitos erros, pecados e escândalos, e prestado um desserviço ao Evangelho. Precisamos sair dela para podermos encontrar a Deus.
Eu concordo com vários dos pontos defendidos pelos desigrejados. Infelizmente, eles estão certos quanto ao fato de que muitos evangélicos confundem a igreja organizada com a igreja de Cristo e têm lutado com unhas e dentes para defender sua denominação e sua igreja, mesmo quando estas não representam genuinamente os valores da Igreja de Cristo. Concordo também que a igreja de Cristo não precisa de templos construídos e nem de todo o aparato necessário para sua manutenção. Ela, na verdade, subsistiu de forma vigorosa nos quatro primeiros séculos se reunindo em casas, cavernas, vales, campos, e até cemitérios. Os templos cristãos só foram erigidos após a oficialização do Cristianismo por Constantino, no séc. IV. Os desigrejados estão certos ao criticar os sistemas de defesa criados para perpetuar as estruturas e a hierarquia das igrejas organizadas, esquecendo-se das pessoas e dando prioridade à organização. Concordo com eles que não podemos identificar a igreja com cultos organizados, programações sem fim durante a semana, cargos e funções como superintendente de Escola Dominical, organizações internas como uniões de moços, adolescentes, senhoras e homens, e métodos como células, encontros de casais e de jovens, e por ai vai. E também estou de acordo com a constatação de que a igreja institucional tem cometido muitos erros no decorrer de sua longa história. Dito isto, pergunto se ainda assim está correto abandonarmos a igreja institucional e seguirmos um cristianismo em vôo solo. Pergunto ainda se os desigrejados não estão jogando fora o bebê junto com a água suja da banheira. Ao final, parece que a revolta deles não é somente contra a institucionalização da igreja, mas contra qualquer coisa que imponha limites ou restrições à sua maneira de pensar e de agir. Fico com a impressão que eles querem se livrar da igreja para poderem ser cristãos do jeito que entendem, acreditarem no que quiserem – sendo livres pensadores sem conclusões ou convicções definidas – fazerem o que quiserem, para poderem experimentar de tudo na vida sem receio de penalizações e correções. Esse tipo de atitude anti-instituição, antidisciplina, anti-regras, anti-autoridade, antilimites de todo tipo se encaixa perfeitamente na mentalidade secular e revolucionária de nosso tempo, que entra nas igrejas travestida de cristianismo. É verdade que Jesus não deixou uma igreja institucionalizada aqui neste mundo. Todavia, ele disse algumas coisas sobre a igreja que levaram seus discípulos a se organizarem em comunidades ainda no período apostólico e muito antes de Constantino.
1) Jesus disse aos discípulos que sua igreja seria edificada sobre a declaração de Pedro, que ele era o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mt 16.15-19). A igreja foi fundada sobre esta pedra, que é a verdade sobre a pessoa de Jesus (cf. 1Pd 2.4-8). O que se desviar desta verdade – a divindade e exclusividade da pessoa de Cristo – não é igreja cristã. Não admira que os apóstolos estivessem prontos a rejeitar os livre-pensadores de sua época, que queriam dar uma outra interpretação à pessoa e obra de Cristo diferente daquela que eles receberam do próprio Cristo. As igrejas foram instruídas pelos apóstolos a rejeitar os livre-pensadores como os gnósticos e judaizantes, e libertinos desobedientes, como os seguidores de Balaão e os nicolaítas (cf. 2Jo 10; Rm 16.17; 1Co 5.11; 2Ts 3.6; 3.14; Tt 3.10; Jd 4; Ap 2.14; 2.6,15). Fica praticamente impossível nos mantermos sobre a rocha, Cristo, e sobre a tradição dos apóstolos registrada nas Escrituras, sem sermos igreja, onde somos ensinados, corrigidos, admoestados, advertidos, confirmados, e onde os que se desviam da verdade apostólica são rejeitados.
2) A declaração de Jesus acima, que a sua igreja se ergue sobre a confissão acerca de sua Pessoa, nos mostra a ligação estreita, orgânica e indissolúvel entre ele e sua igreja. Em outro lugar, ele ilustrou esta relação com a figura da videira e seus galhos (João 15). Esta união foi muito bem compreendida pelos seus discípulos, que a compararam à relação entre a cabeça e o corpo (Ef 1.22-23), a relação marido e mulher (Ef 5.22-33) e entre o edifício e a pedra sobre o qual ele se assenta (1Pd 2.4-8). Os desigrejados querem Cristo, mas não querem sua igreja. Querem o noivo, mas rejeitam sua noiva. Mas, aquilo que Deus ajuntou, não o separe o homem. Não podemos ter um sem o outro.
3) Jesus instituiu também o que chamamos de processo disciplinar, quando ensinou aos seus discípulos de que maneira deveriam proceder no caso de um irmão que caiu em pecado (Mt 18.15-20). Após repetidas advertências em particular, o irmão faltoso, porém endurecido, deveria ser excluído da “igreja” – pois é, Jesus usou o termo – e não deveria mais ser tratado como parte dela (Mt 18.17). Os apóstolos entenderam isto muito bem, pois encontramos em suas cartas dezenas de advertências às igrejas que eles organizaram para que se afastassem e excluíssem os que não quisessem se arrepender dos seus pecados e que não andassem de acordo com a verdade apostólica. Um bom exemplo disto é a exclusão do “irmão” imoral da igreja de Corinto (1Co 5). Não entendo como isto pode ser feito numa fraternidade informal e livre que se reúne para bebericar café nas sextas à noite e discutir assuntos culturais, onde não existe a consciência de pertencemos a um corpo que se guia conforme as regras estabelecidas por Cristo.
4) Jesus determinou que seus seguidores fizessem discípulos em todo o mundo, e que os batizassem e ensinassem a eles tudo o que ele havia mandado (Mt 28.19-20). Os discípulos entenderam isto muito bem. Eles organizaram os convertidos em igrejas, os quais eram batizados e instruídos no ensino apostólico. Eles estabeleceram líderes espirituais sobre estas igrejas, que eram responsáveis por instruir os convertidos, advertir os faltosos e cuidar dos necessitados (At 6.1-6; At 14.23). Definiram claramente o perfil destes líderes e suas funções, que iam desde o governo espiritual das comunidades até a oração pelos enfermos (1Tm 31-13; Tt 1.5-9; Tg 5.14).
5) Não demorou também para que os cristãos apostólicos elaborassem as primeiras declarações ou confissões de fé que encontramos (cf. Rm 10.9; 1Jo 4.15; At 8.36-37; Fp 2.5-11; etc.), que serviam de base para a catequese e instrução dos novos convertidos, e para examinarem e rejeitarem os falsos mestres. Veja, por exemplo, João usando uma destas declarações para repelir livre-pensadores gnósticos das igrejas da Ásia (2Jo 7-10; 1Jo 4.1-3). Ainda no período apostólico já encontramos sinais de que as igrejas haviam se organizado e estruturado, tendo presbíteros, diáconos, mestres e guias, uma ordem de viúvas e ainda presbitérios (1Tm 3.1; 5.17,19; Tt 1.5; Fp 1.1; 1Tm 3.8,12; 1Tm 5.9; 1Tm 4.14). O exemplo mais antigo que temos desta organização é a reunião dos apóstolos e presbíteros em Jerusalém para tratar de um caso de doutrina – a inclusão dos gentios na igreja e as condições para que houvesse comunhão com os judeus convertidos (At 15.1-6). A decisão deste que ficou conhecido como o “concílio de Jerusalém” foi levada para ser obedecida nas demais igrejas (At 16.4), mostrando que havia desde cedo uma rede hierárquica entre as igrejas apostólicas, poucos anos depois de Pentecostes e muitos anos antes de Constantino.
6) Jesus também mandou que seus discípulos se reunissem regularmente para comer o pão e beber o vinho em memória dele (Lc 22.14-20). Os apóstolos seguiram a ordem, e reuniam-se regularmente para celebrar a Ceia (At 2.42; 20.7; 1Co 10.16). Todavia, dada à natureza da Ceia, cedo introduziram normas para a participação nela, como fica evidente no caso da igreja de Corinto (1Co 11.23-34). Não sei direito como os desigrejados celebram a Ceia, mas deve ser difícil fazer isto sem que estejamos na companhia de irmãos que partilham da mesma fé e que crêem a mesma coisa sobre o Senhor. É curioso que a passagem predileta dos desigrejados – “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt 18.20) – foi proferida por Jesus no contexto da igreja organizada. Estes dois ou três que ele menciona são os dois ou três que vão tentar ganhar o irmão faltoso e reconduzi-lo à comunhão da igreja (Mt 18.16).
Ou seja, são os dois ou três que estão agindo para preservar a pureza da igreja como corpo, e não dois ou três que se separam dos demais e resolvem fazer sua própria igrejinha informal ou seguir carreira solo como cristãos.
O meu ponto é este: que muito antes do período pós-apostólico, da intrusão da filosofia grega na teologia da Igreja e do decreto de Constantino – os três marcos que segundo os desigrejados são responsáveis pela corrupção da igreja institucional – a igreja de Cristo já estava organizada, com seus ofícios, hierarquia, sistema disciplinar, funcionamento regular, credos e confissões. A ponto de Paulo se referir a ela como “coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3.15) e o autor de Hebreus repreender os que deixavam de se congregar com os demais cristãos (Hb 10.25).
O livro de Atos faz diversas menções das “igrejas”, referindo-se a elas como corpos definidos e organizados nas cidades (cf. At 15.41; 16.5; veja também Rm 16.4,16; 1Co 7.17; 11.16; 14.33; 16.1; etc. – a relação é muito grande). No final, fico com a impressão que os desigrejados, na verdade, não são contra a igreja organizada meramente porque desejam uma forma mais pura de Cristianismo, mais próxima da forma original – pois esta forma original já nasceu organizada e estruturada, nos Evangelhos e no restante do Novo Testamento. Acho que eles querem mesmo é liberdade para serem cristãos do jeito deles, acreditar no que quiserem e viver do jeito que acham correto, sem ter que prestar contas a ninguém.
Pertencer a uma igreja organizada, especialmente àquelas que historicamente são confessionais e que têm autoridades constituídas, conselhos e concílios, significa submeter nossas idéias e nossa maneira de viver ao crivo do Evangelho, conforme entendido pelo Cristianismo histórico. Para muitos, isto é pedir demais. Eu não tenho ilusões quanto ao estado atual da igreja. Ela é imperfeita e continuará assim enquanto eu for membro dela. A teologia Reformada não deixa dúvidas quanto ao estado de imperfeição, corrupção, falibilidade e miséria em que a igreja militante se encontra no presente, enquanto aguarda a vinda do Senhor Jesus, ocasião em que se tornará igreja triunfante. Ao mesmo tempo, ensina que não podemos ser cristãos sem ela.
Que apesar de tudo, precisamos uns dos outros, precisamos da pregação da Palavra, da disciplina e dos sacramentos, da comunhão de irmãos e dos cultos regulares. Cristianismo sem igreja é uma outra religião, a religião individualista dos livre-pensadores, eternamente em dúvida, incapazes de levar cativos seus pensamentos à obediência de Cristo.
DESIGREJADOS SIM, DESVIADOS NÃO!
Hermes C. Fernandes
Acredito ter sido o primeiro a usar a expressão “desigrejados”. Estava em busca de uma palavra que expressasse a condição de muitos cristãos de nossos dias, daí surgiu esse neologismo. Aqui nos Estados Unidos, cunhou-se a expressão “churchless” para designar esta enorme massa de crentes que deixaram os currais denominacionais para servirem a Deus em seu próprio ambiente doméstico. Ser “desigrejado” não é o mesmo que ser “desviado”. O desviado seria aquele que não apenas deixou a igreja, mas afastou-se do próprio Cristo, voltando às práticas pecaminosas que antes dominavam sua vida. Já o desigrejado não pretende afastar-se de Cristo, nem de Seus ensinamentos, mas tão-somente da máquina eclesiástica. Solidarizo-me com os milhões de desigrejados espalhados em nosso País, ainda que eu mesmo não me considere propriamente um. Embora seja bispo de uma igreja sediada no Brasil, tenho experimentado um pouco da sensação de ser desigrejado durante meu exílio aqui nos Estados Unidos. Não deixei de pregar para nossa igreja, ainda que via Skype com freqüência semanal. Até a Ceia tenho celebrado com minha família, com transmissão ao vivo para o Brasil. Nosso povo lá, e nós aqui, todos ao redor da Mesa do Senhor. Embora unidos no espírito, temos estado separados fisicamente por mais de um ano. Temos saudade do calor humano, do cheiro de gente, das atividades da igreja, etc. Creio que esta sensação de exílio tem sido sentida por muitos desigrejados. No meu caso, devido à distância geográfica. Mas para muitos, deve-se a outros fatores, tais como, discordância doutrinária, não conformismo com a maneira em que a igreja tem sido conduzida, etc. Os blogs apololéticos têm servido de púlpito para muitos desses cristãos autênticos, que decidiram não se dobrar ao espírito de Mamom. Eles se alimentam do que neles têm sido postados diariamente. Infelizmente, não dá para dizer o mesmo da maioria dos programas evangélicos veiculados nos canais de TV ou em emissoras de rádio, onde a marca registrada é o proselitismo descarado. Fenômeno semelhante ocorreu durante os dias da igreja primitiva. Houve um êxodo de cristãos que abandonaram o templo em Jerusalém e as sinagogas espalhadas pelo império, para servir a Deus em suas próprias casas. Santuários cristãos só surgiriam séculos depois com a paganização do cristianismo. Os desigrejados não estão abandonando a Igreja, como geralmente se alega, e sim as estruturas denominacionais que se arrogam o direito de se intitular “igreja”. A Igreja de Cristo não é e nunca foi presbiteriana, batista, metodista, pentecostal, episcopal ou coisa parecida. Tais termos designam estruturas eclesiásticas. Isso inclui a denominação que presido. Muitíssimas vezes tenho declarado em nossos cultos: O Reino é muito maior que a REINA (nome de nossa denominação). O problema é que estamos mais preocupados em preservar os odres do que o vinho. As estruturas denominacionais servem como andaimes usados na construção da genuína Igreja. Depois que esta estiver pronta, de nada servirão aquelas. Foram feitas pra acabar. Meu conselho aos desigrejados é que busquem unir-se para cultuar a Deus e dar testemunho do Seu amor. Seu desânimo para com as instituições é justo. Mas não permitam que isso lhes afaste da prática do primeiro amor.
O outro texto, é de Augustus Nicodemus, aí "mermão" aguenta firme! Lá vai...Deixa de ser preguiçoso e lê, vai!
Os Desigrejados
Por Augustus Nicodemus Lopes
Para mim resta pouca dúvida de que a igreja institucional e organizada está hoje no centro de acirradas discussões em praticamente todos os quartéis da cristandade, e mesmo fora dela. O surgimento de milhares de denominações evangélicas, o poderio apostólico de igrejas neopentecostais, a institucionalização e secularização das denominações históricas, a profissionalização do ministério pastoral, a busca de diplomas teológicos reconhecidos pelo estado, a variedade infindável de métodos de crescimento de igrejas, de sucesso pastoral, os escândalos ocorridos nas igrejas, a falta de crescimento das igrejas tradicionais, o fracasso das igrejas emergentes – tudo isto tem levado muitos a se desencantarem com a igreja institucional e organizada. Alguns simplesmente abandonaram a igreja e a fé. Mas, outros, querem abandonar apenas a igreja e manter a fé. Querem ser cristãos, mas sem a igreja. Muitos destes estão apenas decepcionados com a igreja institucional e tentam continuar a ser cristãos sem pertencer ou frequentar nenhuma. Todavia, existem aqueles que, além de não mais frequentarem a igreja, tomaram esta bandeira e passaram a defender abertamente o fracasso total da igreja organizada, a necessidade de um cristianismo sem igreja e a necessidade de sairmos da igreja para podermos encontrar Deus. Estas idéias vêm sendo veiculadas através de livros, palestras e da mídia. Viraram um movimento que cresce a cada dia. São os desigrejados. Muitos livros recentes têm defendido a desigrejação do cristianismo (*). Em linhas gerais, os desigrejados defendem os seguintes pontos.
1) Cristo não deixou qualquer forma de igreja organizada e institucional.
2) Já nos primeiros séculos os cristãos se afastaram dos ensinos de Jesus, organizando-se como uma instituição, a Igreja, criando estruturas, inventando ofícios para substituir os carismas, elaborando hierarquias para proteger e defender a própria instituição, e de tal maneira se organizaram que acabaram deixando Deus de fora. Com a influência da filosofia grega na teologia e a oficialização do cristianismo por Constantino, a igreja corrompeu-se completamente.
3) Apesar da Reforma ter se levantado contra esta corrupção, os protestantes e evangélicos acabaram caindo nos mesmíssimos erros, ao criarem denominações organizadas, sistemas interligados de hierarquia e processos de manutenção do sistema, como a disciplina e a exclusão dos dissidentes, e ao elaborarem confissões de fé, catecismos e declarações de fé, que engessaram a mensagem de Jesus e impediram o livre pensamento teológico.
4) A igreja verdadeira não tem templos, cultos regulares aos domingos, tesouraria, hierarquia, ofícios, ofertas, dízimos, clero oficial, confissões de fé, rol de membros, propriedades, escolas, seminários.
5) De acordo com Jesus, onde estiverem dois ou três que crêem nele, ali está a igreja, pois Cristo está com eles, conforme prometeu em Mateus 18. Assim, se dois ou três amigos cristãos se encontrarem no Frans Café numa sexta a noite para falar sobre as lições espirituais do filme O Livro de Eli, por exemplo, ali é a igreja, não sendo necessário absolutamente mais nada do tipo ir à igreja no domingo ou pertencer a uma igreja organizada.
6) A igreja, como organização humana, tem falhado e caído em muitos erros, pecados e escândalos, e prestado um desserviço ao Evangelho. Precisamos sair dela para podermos encontrar a Deus.
Eu concordo com vários dos pontos defendidos pelos desigrejados. Infelizmente, eles estão certos quanto ao fato de que muitos evangélicos confundem a igreja organizada com a igreja de Cristo e têm lutado com unhas e dentes para defender sua denominação e sua igreja, mesmo quando estas não representam genuinamente os valores da Igreja de Cristo. Concordo também que a igreja de Cristo não precisa de templos construídos e nem de todo o aparato necessário para sua manutenção. Ela, na verdade, subsistiu de forma vigorosa nos quatro primeiros séculos se reunindo em casas, cavernas, vales, campos, e até cemitérios. Os templos cristãos só foram erigidos após a oficialização do Cristianismo por Constantino, no séc. IV. Os desigrejados estão certos ao criticar os sistemas de defesa criados para perpetuar as estruturas e a hierarquia das igrejas organizadas, esquecendo-se das pessoas e dando prioridade à organização. Concordo com eles que não podemos identificar a igreja com cultos organizados, programações sem fim durante a semana, cargos e funções como superintendente de Escola Dominical, organizações internas como uniões de moços, adolescentes, senhoras e homens, e métodos como células, encontros de casais e de jovens, e por ai vai. E também estou de acordo com a constatação de que a igreja institucional tem cometido muitos erros no decorrer de sua longa história. Dito isto, pergunto se ainda assim está correto abandonarmos a igreja institucional e seguirmos um cristianismo em vôo solo. Pergunto ainda se os desigrejados não estão jogando fora o bebê junto com a água suja da banheira. Ao final, parece que a revolta deles não é somente contra a institucionalização da igreja, mas contra qualquer coisa que imponha limites ou restrições à sua maneira de pensar e de agir. Fico com a impressão que eles querem se livrar da igreja para poderem ser cristãos do jeito que entendem, acreditarem no que quiserem – sendo livres pensadores sem conclusões ou convicções definidas – fazerem o que quiserem, para poderem experimentar de tudo na vida sem receio de penalizações e correções. Esse tipo de atitude anti-instituição, antidisciplina, anti-regras, anti-autoridade, antilimites de todo tipo se encaixa perfeitamente na mentalidade secular e revolucionária de nosso tempo, que entra nas igrejas travestida de cristianismo. É verdade que Jesus não deixou uma igreja institucionalizada aqui neste mundo. Todavia, ele disse algumas coisas sobre a igreja que levaram seus discípulos a se organizarem em comunidades ainda no período apostólico e muito antes de Constantino.
1) Jesus disse aos discípulos que sua igreja seria edificada sobre a declaração de Pedro, que ele era o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mt 16.15-19). A igreja foi fundada sobre esta pedra, que é a verdade sobre a pessoa de Jesus (cf. 1Pd 2.4-8). O que se desviar desta verdade – a divindade e exclusividade da pessoa de Cristo – não é igreja cristã. Não admira que os apóstolos estivessem prontos a rejeitar os livre-pensadores de sua época, que queriam dar uma outra interpretação à pessoa e obra de Cristo diferente daquela que eles receberam do próprio Cristo. As igrejas foram instruídas pelos apóstolos a rejeitar os livre-pensadores como os gnósticos e judaizantes, e libertinos desobedientes, como os seguidores de Balaão e os nicolaítas (cf. 2Jo 10; Rm 16.17; 1Co 5.11; 2Ts 3.6; 3.14; Tt 3.10; Jd 4; Ap 2.14; 2.6,15). Fica praticamente impossível nos mantermos sobre a rocha, Cristo, e sobre a tradição dos apóstolos registrada nas Escrituras, sem sermos igreja, onde somos ensinados, corrigidos, admoestados, advertidos, confirmados, e onde os que se desviam da verdade apostólica são rejeitados.
2) A declaração de Jesus acima, que a sua igreja se ergue sobre a confissão acerca de sua Pessoa, nos mostra a ligação estreita, orgânica e indissolúvel entre ele e sua igreja. Em outro lugar, ele ilustrou esta relação com a figura da videira e seus galhos (João 15). Esta união foi muito bem compreendida pelos seus discípulos, que a compararam à relação entre a cabeça e o corpo (Ef 1.22-23), a relação marido e mulher (Ef 5.22-33) e entre o edifício e a pedra sobre o qual ele se assenta (1Pd 2.4-8). Os desigrejados querem Cristo, mas não querem sua igreja. Querem o noivo, mas rejeitam sua noiva. Mas, aquilo que Deus ajuntou, não o separe o homem. Não podemos ter um sem o outro.
3) Jesus instituiu também o que chamamos de processo disciplinar, quando ensinou aos seus discípulos de que maneira deveriam proceder no caso de um irmão que caiu em pecado (Mt 18.15-20). Após repetidas advertências em particular, o irmão faltoso, porém endurecido, deveria ser excluído da “igreja” – pois é, Jesus usou o termo – e não deveria mais ser tratado como parte dela (Mt 18.17). Os apóstolos entenderam isto muito bem, pois encontramos em suas cartas dezenas de advertências às igrejas que eles organizaram para que se afastassem e excluíssem os que não quisessem se arrepender dos seus pecados e que não andassem de acordo com a verdade apostólica. Um bom exemplo disto é a exclusão do “irmão” imoral da igreja de Corinto (1Co 5). Não entendo como isto pode ser feito numa fraternidade informal e livre que se reúne para bebericar café nas sextas à noite e discutir assuntos culturais, onde não existe a consciência de pertencemos a um corpo que se guia conforme as regras estabelecidas por Cristo.
4) Jesus determinou que seus seguidores fizessem discípulos em todo o mundo, e que os batizassem e ensinassem a eles tudo o que ele havia mandado (Mt 28.19-20). Os discípulos entenderam isto muito bem. Eles organizaram os convertidos em igrejas, os quais eram batizados e instruídos no ensino apostólico. Eles estabeleceram líderes espirituais sobre estas igrejas, que eram responsáveis por instruir os convertidos, advertir os faltosos e cuidar dos necessitados (At 6.1-6; At 14.23). Definiram claramente o perfil destes líderes e suas funções, que iam desde o governo espiritual das comunidades até a oração pelos enfermos (1Tm 31-13; Tt 1.5-9; Tg 5.14).
5) Não demorou também para que os cristãos apostólicos elaborassem as primeiras declarações ou confissões de fé que encontramos (cf. Rm 10.9; 1Jo 4.15; At 8.36-37; Fp 2.5-11; etc.), que serviam de base para a catequese e instrução dos novos convertidos, e para examinarem e rejeitarem os falsos mestres. Veja, por exemplo, João usando uma destas declarações para repelir livre-pensadores gnósticos das igrejas da Ásia (2Jo 7-10; 1Jo 4.1-3). Ainda no período apostólico já encontramos sinais de que as igrejas haviam se organizado e estruturado, tendo presbíteros, diáconos, mestres e guias, uma ordem de viúvas e ainda presbitérios (1Tm 3.1; 5.17,19; Tt 1.5; Fp 1.1; 1Tm 3.8,12; 1Tm 5.9; 1Tm 4.14). O exemplo mais antigo que temos desta organização é a reunião dos apóstolos e presbíteros em Jerusalém para tratar de um caso de doutrina – a inclusão dos gentios na igreja e as condições para que houvesse comunhão com os judeus convertidos (At 15.1-6). A decisão deste que ficou conhecido como o “concílio de Jerusalém” foi levada para ser obedecida nas demais igrejas (At 16.4), mostrando que havia desde cedo uma rede hierárquica entre as igrejas apostólicas, poucos anos depois de Pentecostes e muitos anos antes de Constantino.
6) Jesus também mandou que seus discípulos se reunissem regularmente para comer o pão e beber o vinho em memória dele (Lc 22.14-20). Os apóstolos seguiram a ordem, e reuniam-se regularmente para celebrar a Ceia (At 2.42; 20.7; 1Co 10.16). Todavia, dada à natureza da Ceia, cedo introduziram normas para a participação nela, como fica evidente no caso da igreja de Corinto (1Co 11.23-34). Não sei direito como os desigrejados celebram a Ceia, mas deve ser difícil fazer isto sem que estejamos na companhia de irmãos que partilham da mesma fé e que crêem a mesma coisa sobre o Senhor. É curioso que a passagem predileta dos desigrejados – “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt 18.20) – foi proferida por Jesus no contexto da igreja organizada. Estes dois ou três que ele menciona são os dois ou três que vão tentar ganhar o irmão faltoso e reconduzi-lo à comunhão da igreja (Mt 18.16).
Ou seja, são os dois ou três que estão agindo para preservar a pureza da igreja como corpo, e não dois ou três que se separam dos demais e resolvem fazer sua própria igrejinha informal ou seguir carreira solo como cristãos.
O meu ponto é este: que muito antes do período pós-apostólico, da intrusão da filosofia grega na teologia da Igreja e do decreto de Constantino – os três marcos que segundo os desigrejados são responsáveis pela corrupção da igreja institucional – a igreja de Cristo já estava organizada, com seus ofícios, hierarquia, sistema disciplinar, funcionamento regular, credos e confissões. A ponto de Paulo se referir a ela como “coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3.15) e o autor de Hebreus repreender os que deixavam de se congregar com os demais cristãos (Hb 10.25).
O livro de Atos faz diversas menções das “igrejas”, referindo-se a elas como corpos definidos e organizados nas cidades (cf. At 15.41; 16.5; veja também Rm 16.4,16; 1Co 7.17; 11.16; 14.33; 16.1; etc. – a relação é muito grande). No final, fico com a impressão que os desigrejados, na verdade, não são contra a igreja organizada meramente porque desejam uma forma mais pura de Cristianismo, mais próxima da forma original – pois esta forma original já nasceu organizada e estruturada, nos Evangelhos e no restante do Novo Testamento. Acho que eles querem mesmo é liberdade para serem cristãos do jeito deles, acreditar no que quiserem e viver do jeito que acham correto, sem ter que prestar contas a ninguém.
Pertencer a uma igreja organizada, especialmente àquelas que historicamente são confessionais e que têm autoridades constituídas, conselhos e concílios, significa submeter nossas idéias e nossa maneira de viver ao crivo do Evangelho, conforme entendido pelo Cristianismo histórico. Para muitos, isto é pedir demais. Eu não tenho ilusões quanto ao estado atual da igreja. Ela é imperfeita e continuará assim enquanto eu for membro dela. A teologia Reformada não deixa dúvidas quanto ao estado de imperfeição, corrupção, falibilidade e miséria em que a igreja militante se encontra no presente, enquanto aguarda a vinda do Senhor Jesus, ocasião em que se tornará igreja triunfante. Ao mesmo tempo, ensina que não podemos ser cristãos sem ela.
Que apesar de tudo, precisamos uns dos outros, precisamos da pregação da Palavra, da disciplina e dos sacramentos, da comunhão de irmãos e dos cultos regulares. Cristianismo sem igreja é uma outra religião, a religião individualista dos livre-pensadores, eternamente em dúvida, incapazes de levar cativos seus pensamentos à obediência de Cristo.
JOSE DE ALENCAR E A VIDA COMO DEVE SER
Morre o ex-vice presidente José de Alencar. Neste momento uma multidão se dirige ao Planalto para as últimas homenagens ao político e empresário brasileiro, que foi marcado por uma luta inglória contra o câncer por quase 14 anos.
Aproveito este espaço para destacar duas frases de Alencar me chamaram a atenção, e quero sobre elas falar:
"EU NÃO TENHO MEDO DA MORTE, TENHO MEDO DA DESONRA" e ainda, para um grupo de repórteres, ávidos por suas frases, ele disse: "SE EU TIVER QUE MORRER DEUS NÃO PRECISA DO CÂNCER PARA ISSO, SE DEUS NÃO QUISER QUE EU MORRA, NÃO SERÁ O CANCER QUE ME LEVARÁ".
Fico pensando quantos dizem que acreditam realmente em Deus, mas vivem numa ausência de serenidade, paz, e esperança.
A fé de muitas pessoas basea-se apenas quando tudo vai bem. São alimentadas por promessas de dias melhores, mas nunca são alimentadas para serem experimentadas em dias difíceis.
A vida que levamos, cheias de "bençãos" não pode ser a única razão para enfrentarmos a vida. Precisamos sim, aprender que paz e serenidade, são elementos necessários para vivermos a vida como ela deve ser vivida. Dias difíceis fazem parte de nossa agenda, e todos os dias essa vida reclama de nós uma resposta e confiança necessárias. E aí, o que diremos?
Acho que precisamos reaprender a fé. Reaprender a crer em Deus, mesmo quando temos um câncer, quando não temos emprego, quando perdemos quem amamos ou tudo que sonhamos dá errado.
Precisamos crer em Deus quando tudo vai bem, sem perder de vista quem Ele é. Reaprender a crer em Deus, independente das circunstâncias, e quem sabe termos paz e serenidade para dizer que podemos até morrer, porque o pior nao é a morte, mas a ausencia de honra na vida.
Aproveito este espaço para destacar duas frases de Alencar me chamaram a atenção, e quero sobre elas falar:
"EU NÃO TENHO MEDO DA MORTE, TENHO MEDO DA DESONRA" e ainda, para um grupo de repórteres, ávidos por suas frases, ele disse: "SE EU TIVER QUE MORRER DEUS NÃO PRECISA DO CÂNCER PARA ISSO, SE DEUS NÃO QUISER QUE EU MORRA, NÃO SERÁ O CANCER QUE ME LEVARÁ".
Fico pensando quantos dizem que acreditam realmente em Deus, mas vivem numa ausência de serenidade, paz, e esperança.
A fé de muitas pessoas basea-se apenas quando tudo vai bem. São alimentadas por promessas de dias melhores, mas nunca são alimentadas para serem experimentadas em dias difíceis.
A vida que levamos, cheias de "bençãos" não pode ser a única razão para enfrentarmos a vida. Precisamos sim, aprender que paz e serenidade, são elementos necessários para vivermos a vida como ela deve ser vivida. Dias difíceis fazem parte de nossa agenda, e todos os dias essa vida reclama de nós uma resposta e confiança necessárias. E aí, o que diremos?
Acho que precisamos reaprender a fé. Reaprender a crer em Deus, mesmo quando temos um câncer, quando não temos emprego, quando perdemos quem amamos ou tudo que sonhamos dá errado.
Precisamos crer em Deus quando tudo vai bem, sem perder de vista quem Ele é. Reaprender a crer em Deus, independente das circunstâncias, e quem sabe termos paz e serenidade para dizer que podemos até morrer, porque o pior nao é a morte, mas a ausencia de honra na vida.
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