segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Os Gigantes nossos de cada dia

Israel estava em guerra. Nenhuma novidade. Para se apoderar de terras prometidas e permanecer nelas, Israel se especializou na arte da guerra. Nesta peleja, no entanto, havia um fator novo, que podemos chamar de uma GRANDE novidade: um guerreiro de tamanho desproporcional aos soldados da época – um gigante. Golias era o seu nome. Entrou para a história da humanidade como a possibilidade real do menor vencer o maior, do pequeno sobrepujar o grande, do coração derrotar a razão. Tornou-se fonte de inspiração para sonhadores. Foi exemplo de estratagema militar de diversos generais para motivação de seus exércitos. Mas, esta peça, não tem um único personagem, não é um monólogo. São vários atores no palco. Dois são principais: o gigante Golias e Davi, até então, o filho caçula, pastor de ovelhas e desprezado entre os filhos de Jessé. Estes dois homens permanecem no imaginário como o gigante que foi ao chão, derrotado e o rapazinho que o jogou ao chão, desafiando-o e o derrotando. Alguém disse, a partir dessa experiência, que gigantes existem para serem vencidos. Lembro-me da cena de um filme onde um soldado inexperiente enfrentava sua primeira batalha em guerra e hesitou ao disparar sua arma e atingir o soldado inimigo que se aproximava. Após o incidente, já no QG, seu comandante o indaga sobre o acontecido e, o soldado responde, dizendo que seus princípios religiosos o proibiam de matar. O comandante, áspero e determinado, olha para o seu subordinado e dispara: “Soldado, estamos em guerra, e na guerra tudo é permitido. Ou você vive, ou morre”. Fica claro que o autor da história provocava o puritanismo sulista americano e as angústias da alma diante dos grandes dilemas da guerra. Mas, a nós, cabe a constatação possível: estamos em guerra! E, muitas vezes, nossos adversários são maiores que nossa capacidade até mesmo de lutar. São gigantes que se levantam com o fim único de destruir-nos. Há inúmeras figuras bíblias que apontam para a batalha que vive os cristãos e a igreja. Batalhas espirituais da carne contra o espírito que por vezes torna a carne e seus desejos verdadeiros gigantes (Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro. Gal. 5:17) Batalhas mentais que procuram cativar nossos pensamentos nos valores que são da terra e não do alto (Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas. Col. 3.2). Há batalhas emocionais que minam a força para viver. (No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. (I Jo 4:18). Como nos ensinou Davi, na força do Senhor, com coragem e princípios corretos, podemos lutar e vencer todos os gigantes da nossa vida.

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