segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Prioridade

Estabelecer prioridades não é tarefa fácil. A rigor, prioridade é a primeira e única opção. O substantivo pode indicar preferência: o direito de passar à frente dos outros; ou mesmo, a qualidade do que está em primeiro lugar, a prioridade de um acontecimento. O que acontece é que nos perdemos exatamente no não estabelecimento de prioridade e usurpamos o direito nosso de administrar bem nossa agenda. A tirania do urgente, em detrimento do prioritário sufoca-nos e tira, portanto, nosso ‘gás’ para chegarmos ao fim nas metas estabelecidas. Quando priorizamos o urgente renegamos a segundo plano o importante. Importante é tudo aquilo que é relevante para a meta a ser atingida. Enquanto urgente é tudo aquilo que tem um prazo específico e, que por sinal, esta por expirar. Alguém já disse que o tempo é o recurso mais democrático que existe: independentemente do nível social, econômico, intelectual, da religião, da cultura, todos, sem exceção, tem 24 horas, nem um segundo a mais ou a menos. E, quando reclamos que não dispomos de tempo, a verdade é que dispomos de todo o tempo que existe. Quando o evangelista Marcos registrou de forma surpreendente suas impressões acerca da pessoa e da atividade de Cristo, ele disse: “Ele tudo faz bem”. Como nenhum outro, Cristo é o nosso modelo. Uma leitura direcionada pelo o texto bíblico revelará a prioridade de Jesus. Ele disse: “Meu Pai trabalha até agora e eu também”. Quando Cristo afirmava que sua missão era cumprir a vontade do seu Pai, ele estabelecia para si mesmo e para seus ouvintes, discípulos ou não, sua prioridade. Isso era importante para Ele. Logo, tudo o mais era reduzido a um nível menor. É pontual que Cristo era consciente de sua missão, inclusive, do seu fim numa cruz. Digamos, que sabedor do caminho da cruz, essa era sua meta, essa era a vontade do Pai, ele estabeleceu suas tarefas e as separou pelo tempo que tinha para realizá-las. É fácil observar no Novo Testamento ações direcionadas para esse fim, quando ele chama seus discípulos, quando os ensina, quando os previne de sua partida, quando retira deles uma posição em relação a sua própria pessoa – seria uma avaliação da meta. Até mesmo geograficamente, a prioridade de Jesus se faz notória. Não sem propósito ele separou a Palestina em áreas de atuação, até chegar a Jerusalém. Penso que devemos olhar para Cristo, quando estabelecermos nossa prioridade. Fugindo da urgência, desenvolvendo a agenda da importância e, sem dúvida, buscando em primeiro lugar o seu Reino e a sua justiça, crendo, que o mais nos serão acrescentados. Essa é uma possível e necessária disciplina bíblica para o crescimento à estatura do Filho de Deus. Crescendo Nele, olhando para Ele!

Nenhum comentário:

Postar um comentário